Funcionário do mês

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Cinco da manhã não é hora de escrever.
Afinal, cinco horas da manhã é hora de que?
De dormir? Que coisa mais clichê!
De comer vendo tevê?
De se lembrar de um bem–me-quer ou se esquecer um mal-querer?
A vida anda tão mentolada. . .
Os centímetros entre uma boca e a outra são exatamente o que são... Centímetros!
E o medo de unir uma na outra é exatamente o que é... Medo!
O que te pôs no meu caminho, mulher?
Quem me pôs no teu e tramou tudo isso?
E nesses desencontros malditos
se eu não for ou você não vier?
Ficamos assim, perdidos?
Apenas pensando como seria se tivesse sido?



Juan Barto