Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.
Cinco da manhã é hora de escrever.
Afinal, cinco horas da manhã é hora de quê?
De dormir? Que clichê!
De comer vendo tevê?
De se lembrar de um bem–me-quer ou se esquecer um mal-querer?
A vida anda tão mentolada. . .
Quem tramou e trançou nossos destinos? 
E se nessa repetição de tanto desencontro maldito
eu não for ou você não vier, fica tudo assim; perdido?
Apenas pensando como seria se tivesse sido?



Juan Barto