Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.
Eu ando muito porque morro de preguiça de morrer parado, feito brinquedo na caixa.
Feito roupa nova, que ninguém usa porque suja. Como se lama fosse feita de bala.
Não tenho medo de morrer, apenas acho que seria uma pena não poder viver mais.
Como um texto que termina entalado na garganta da mão.
Deixar os dias pra esse povo que não sabe usar...







Juan Barto