Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.
Desculpar é como parir, dói, mas sai.
Pedir desculpas é parto cesária, tem que cortar e arrancar lá de dentro.
Eu já fui a cartola do mágico; já abriguei coisas fantásticas.
Hoje sou o saco do velho do saco; carrego apenas histórias.
Orgulho é um conselheiro forte, porém burro... porém forte.
Nos toma pelas mãos, entorta nossos braços pra trás e viramos seus fantoches.
Os previsíveis morrem pela boca, os presunçosos de fome.
Todos no fim ruminando coisas caóticas e cáusticas.



Juan Barto