Funcionário do mês

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Que caia então tudo pra cima, esmagando os anjos contra os astros.
Não há sentido em reprimir um pé que clama por dançar.
Não adianta, nem jogando uma mão de cal no passado.

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Que nunca haja nem azul marinho tão fundo, nem azul celeste tão largo que possa nos separar.
Colares por baixo dos cachecóis e muitas blusas a mais, pra aguentar os dias frios, frígidos e fingidos.

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Pare de cobiçar as minhas verdades, pare de reproduzir as minhas mentiras.
Pare de espiar por cima de meu ombro, vai engordurar minha nuca e manchar minha camisa.

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Rochedos e penhascos dão uma ideia errada sobre si mesmo. Eles não são assustadores, ele só são (es)calados.
E esse violão banguela? Triste como um cachorro de três pernas.
Se hoje eu me tremo, é porque são muitas vidas acumuladas nesse corpo tão pequeno.




Juan Barto.