Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.
Ela anda pelas calçadas
reconhecendo ruas, reconhecendo placas.
Conhece atalhos que não estão no mapa.
Ela anda só, sem pensar em nada.
Ela se cansa de sair pra ver o mundo e do mundo nunca estar em casa.
Ela pensa que sonhar é um filme que se assiste de graça
e viver é um sonho de carne e osso que não tem lugar pra sentar
tem que participar, se não ele acaba.
E quando é o caso de se acordar
some se daqui e se aparece em outro lugar.



Juan Barto