Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.
E enfim percebeu que pelo menos pra ele, a música havia terminado.
Tirou os sapatos querendo chorar e foi se sentar na calçada pra esperar o dia clarear e seu ônibus voltar a passar.
Chegar em casa cansado, exausto de ficar em pé a noite inteira e não dançar.
Com a garganta fechada, a cabeça cheia e o coração apertado, ele se deitou de lado.
Sentia a pedra do meio fio fria contra seu rosto e surpreendentemente aquilo não lhe gerou desconforto.




Juan Barto