A vida é uma tarde no parquinho
Com todas as felicidades, subidas e descidas no escorrega.
Com todos os sorrisos, os sorvetes de casquinha as casquinhas de ferida em nossas pernas
Os joelhos esfolados das brigas e do futebol.
Há quem só brinque, há quem brinque só
Há quem só olhe, mas não há quem olhe só
Porque sempre tem quem olhe pra nós.
Um olho morno olha por nós
Eu posso sentir.
A morte são nossas mães e babás nos chamando pra casa pra ir tomar banho e jantar, que já tá tarde.
E a gente esperneia, faz birra, pede mais um tempinho, mas sabe que quando escurece a gente tem que ir!
Juan Barreto
O menino amarrou um barbante na sua coragem e levantou voo.
O menor pensamento torto, o menor sorriso fosco e seu balão pode estourar.
Pendurado como uma vírgula
Nem firme e nem forte
Nem "Oh!" e nem " Ah!"
Mas ainda assim ele está lá.
Sabe a sensação de que a lua está nos acompanhando? De que parece que ela está se movendo?
É o menino e seu balão, sendo carregados pelo vento.
Comendo estrelas como se fossem "corn flakes", como se fossem açúcar.
Comendo o queijo da lua
Bebendo água da chuva
Pendurado como um pêndulo
Eu ouvi uma música no piano, uma cantiga de ninar
Entra noite mãe
Entra dia pai
E nada da gente acordar
Não, ele não é a cegonha
Não, não é vergonha ter medo de cair
Já é dígno o bastante resistir as tentações, as estações, a gravidade, as tempestades.
A vontade de chorar, de rir
De se coçar, de dormir, de soltar.
Diz meu neto que o neto dele disse pra ele
Que apesar do pesar
Nem grande e nem coisa
Nem fede e nem cheira
Mais pra lá do que pra cá
Mas ainda assim ele está lá
Juan Barreto
O menor pensamento torto, o menor sorriso fosco e seu balão pode estourar.
Pendurado como uma vírgula
Nem firme e nem forte
Nem "Oh!" e nem " Ah!"
Mas ainda assim ele está lá.
Sabe a sensação de que a lua está nos acompanhando? De que parece que ela está se movendo?
É o menino e seu balão, sendo carregados pelo vento.
Comendo estrelas como se fossem "corn flakes", como se fossem açúcar.
Comendo o queijo da lua
Bebendo água da chuva
Pendurado como um pêndulo
Eu ouvi uma música no piano, uma cantiga de ninar
Entra noite mãe
Entra dia pai
E nada da gente acordar
Não, ele não é a cegonha
Não, não é vergonha ter medo de cair
Já é dígno o bastante resistir as tentações, as estações, a gravidade, as tempestades.
A vontade de chorar, de rir
De se coçar, de dormir, de soltar.
Diz meu neto que o neto dele disse pra ele
Que apesar do pesar
Nem grande e nem coisa
Nem fede e nem cheira
Mais pra lá do que pra cá
Mas ainda assim ele está lá
Juan Barreto
Alguns pensamentos invadem minha cabeça, pegando minhas emoções só de toalha
O coração fala por código Morse
Eu sou que nem leite fervendo..Eu cresço do nada
Eu tenho meus medos mudos de que esse seu raio de sol seja apenas impressão
Daquelas que voce pensa que é um disco voador e no fim das contas era só um avião.
Tá dificil.
Mas difícil em "fícil" eu logo te alcanço e digo "Toma, voce deixou cair isso!"
Meu rosto semi arborizado, seu rosto semi ruborizado.
Será que agora vai?
Oh mine..
Juan Barreto
O coração fala por código Morse
Eu sou que nem leite fervendo..Eu cresço do nada
Eu tenho meus medos mudos de que esse seu raio de sol seja apenas impressão
Daquelas que voce pensa que é um disco voador e no fim das contas era só um avião.
Tá dificil.
Mas difícil em "fícil" eu logo te alcanço e digo "Toma, voce deixou cair isso!"
Meu rosto semi arborizado, seu rosto semi ruborizado.
Será que agora vai?
Oh mine..
Juan Barreto
É que quem vive com a constância do pouco, quando acontece o eclipse raro do "muito", tudo dura o tempo de um jantar, de um cantar de parabéns e quando a gente vê, já é aniversário de outra pessoa, já tem palmas na casa ao lado
E o que resta da nossa festa é apenas fumaça de vela e guaraná quente.
Eu nunca sei o que fazer no meio de muita gente.
Se fico a mostrar meus dentes
ou se abro meus presentes na presença dos presentes.
Eu sei de um lugar onde podemos brincar em paz
Lá só se chega de balão e só se entra com senha que geralmente é um poeminha
Ordens do rei e da rainha.
Lá desenho casas, escuto casos
Escrevo coisas
E as coisas me escrevem de volta
Me mandam cartões no natal e rosas o ano inteiro
Endereçadas ao Sr e Sra Barreto
Numa época em que sorrir é artigo de luxo, ítem de colecionador, onde a alegria anda tão racionada, ai me vem você e me trás caixas e mais caixas!
Juan Barreto
E o que resta da nossa festa é apenas fumaça de vela e guaraná quente.
Eu nunca sei o que fazer no meio de muita gente.
Se fico a mostrar meus dentes
ou se abro meus presentes na presença dos presentes.
Eu sei de um lugar onde podemos brincar em paz
Lá só se chega de balão e só se entra com senha que geralmente é um poeminha
Ordens do rei e da rainha.
Lá desenho casas, escuto casos
Escrevo coisas
E as coisas me escrevem de volta
Me mandam cartões no natal e rosas o ano inteiro
Endereçadas ao Sr e Sra Barreto
Numa época em que sorrir é artigo de luxo, ítem de colecionador, onde a alegria anda tão racionada, ai me vem você e me trás caixas e mais caixas!
Juan Barreto
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Meu coração é uma luz
não apague quando sair
deixa a conta vir alta
que é por uma boa causa.
juan barreto
não apague quando sair
deixa a conta vir alta
que é por uma boa causa.
juan barreto
"Imagino que ao longo dos últimos dias muitos de vocês devem ter tomado conhecimento de boatos a respeito de um possível retorno do Los Hermanos aos palcos no mês de março. Durante este período estive apenas aguardando, com certa ansiedade, admito, o momento adequado para vir a público confirmar a informação"
Bruno Medina- tecladista dos los hermanos
Bruno Medina- tecladista dos los hermanos
meu corpo viaja pra um lugar, minha mente pra outro.
Pra quem Deus reza nos momentos de aperto?
Quem segura sua mão dizendo"Não fica assim não nêgo!"?
Sem amigos, sem mãezinha pra chorar
Ninguém pra perguntar se doeu
Caramba.. Deus é mais sozinho do que eu!
Mas mesmo assim..
Eu vou sair daqui
Aqui tem luz demais
O acaso e seus casais
sempre sentando na mesa ao lado pra me provocar
Parece que o dia não me pôs na lista dos que riem
Os barrados que se virem
Vire-se de frente pra mim
Entrelace seus cílios nos meus
Isso já é motivo pra sorrir.
E isso já me faz mais sortudo do que Deus
Juan Barreto
Quem segura sua mão dizendo"Não fica assim não nêgo!"?
Sem amigos, sem mãezinha pra chorar
Ninguém pra perguntar se doeu
Caramba.. Deus é mais sozinho do que eu!
Mas mesmo assim..
Eu vou sair daqui
Aqui tem luz demais
O acaso e seus casais
sempre sentando na mesa ao lado pra me provocar
Parece que o dia não me pôs na lista dos que riem
Os barrados que se virem
Vire-se de frente pra mim
Entrelace seus cílios nos meus
Isso já é motivo pra sorrir.
E isso já me faz mais sortudo do que Deus
Juan Barreto
Era uma festa num estacionamento de um shopping qualquer. Muita gente, muita gente mesmo.
Vários subgrupos das mais variadas pessoas, conversando alto, bebendo muito, rindo forte. Um desses subgrupos era inteiramente composto por rapazes que falavam gesticulando exageradamente. Não eram mudos, eram jovens. Um enorme paredão de caixas de som tocava alguma coisa como "tum, tum tum, tchíííí , tum, tum, tum, tchííí..."
Um rapaz sai dos arbustos, andando reto, a passos firmes e rápidos. Quando se deram conta que ele vinha, ele já estava.
Um taco de sinuca se ergueu no ar como um arpão e desceu num “zííííp”, como uma espada cortando o ar, acertando o garoto mais alto na horizontal em cheio na orelha esquerda. Uma roda imediatamente se abriu.
"Pá!" "OOhhh!" "AAAAAhhh!!!"
Um dos amigos do atingido fez menção de reagir, mas o taco de sinuca estava em riste novamente, a parte do cabo voltada pra frente ameaçadora.Quem já pegou num taco desses sabe que pesa.
-Fique na sua! Eu nem sei quem é você, então não se meta!
A voz do agressor, apesar de ofegante era taxativa, ele não estava blefando.
O amigo ainda parou e ponderou o mais rápido que a situação permitia, e optou por recuar. Havia agora um círculo enorme e as caixas de som e os amplificadores estavam mudos, todos aos poucos iam emudecendo.
O agressor voltava a falar, agora pra todos.
-Só um segundo e logo explico.
"PÁ!"- Uma nova pancada com o cabo do taco acertando agora os joelhos do rapaz que se contorceu de dor no chão em posição fetal, uma mão apertava os joelhos (provavelmente quebrados) e a outra trêmula, apertava a orelha visivelmente estourada de onde escorria muito sangue , agora empoçando um contorno de sua cabeça no asfalto preto do estacionamento.
A palestra, o comício, a explicação agora nem precisava ser gritada. As atenções estavam voltadas de um jeito tão unânime para ele, que este, apenas falando se fez ouvir e impressionar.
-Esse... Lixo atropelou minha prima de oito anos. Passou com sua caminhonete cara por cima de sua bicicleta como quem pisa numa folha seca.
Ele não parou pra ajudá-la.
E como todo bom rico, esse rapaz não foi preso.Alegaram falha motora do carro. Que ele tentou freiar, mas o carro nao freiou, o que é obviamente uma mentira!
Após um breve momento de recomposição, o agressor tornava a falar como um professor explicando um teorema. Andava em circulos, o taco como uma bengala.
- Eu só vim aqui pra me certificar que ele não tenha mais o pé tão pesado.Ah, Seu martini senhor!
Ele puxa de dentro do paletó uma garrafa pela metade de martini bianco pela metade e a despeja sobre o corpo ainda encolhido no chão que agora grunhe baixinho como um cachorro novo. Após esvaziar a garrafa ele a põe delicadamente de lado, saca um isqueiro do bolso da calça e o atira aceso em direção ao morrinho encharcado de alcool que se debate como uma salsicha em óleo fervente. Grita, um grito perfurante e angustiante de dor.
As pessoas gritam e o clima de pânico é geral. Todos correm a esmo e gritam, uns por socorro, outros pela policia, outros por uma ambulância. Mas uma voz grita apenas por dentro, enquanto volta aos arbustos. Um grito subcutâneo de alívio.
“HILDA, A RUA É SEGURA OUTRA VEZ PRA ANDAR DE BICICLETA!”
Juan Barreto
Vários subgrupos das mais variadas pessoas, conversando alto, bebendo muito, rindo forte. Um desses subgrupos era inteiramente composto por rapazes que falavam gesticulando exageradamente. Não eram mudos, eram jovens. Um enorme paredão de caixas de som tocava alguma coisa como "tum, tum tum, tchíííí , tum, tum, tum, tchííí..."
Um rapaz sai dos arbustos, andando reto, a passos firmes e rápidos. Quando se deram conta que ele vinha, ele já estava.
Um taco de sinuca se ergueu no ar como um arpão e desceu num “zííííp”, como uma espada cortando o ar, acertando o garoto mais alto na horizontal em cheio na orelha esquerda. Uma roda imediatamente se abriu.
"Pá!" "OOhhh!" "AAAAAhhh!!!"
Um dos amigos do atingido fez menção de reagir, mas o taco de sinuca estava em riste novamente, a parte do cabo voltada pra frente ameaçadora.Quem já pegou num taco desses sabe que pesa.
-Fique na sua! Eu nem sei quem é você, então não se meta!
A voz do agressor, apesar de ofegante era taxativa, ele não estava blefando.
O amigo ainda parou e ponderou o mais rápido que a situação permitia, e optou por recuar. Havia agora um círculo enorme e as caixas de som e os amplificadores estavam mudos, todos aos poucos iam emudecendo.
O agressor voltava a falar, agora pra todos.
-Só um segundo e logo explico.
"PÁ!"- Uma nova pancada com o cabo do taco acertando agora os joelhos do rapaz que se contorceu de dor no chão em posição fetal, uma mão apertava os joelhos (provavelmente quebrados) e a outra trêmula, apertava a orelha visivelmente estourada de onde escorria muito sangue , agora empoçando um contorno de sua cabeça no asfalto preto do estacionamento.
A palestra, o comício, a explicação agora nem precisava ser gritada. As atenções estavam voltadas de um jeito tão unânime para ele, que este, apenas falando se fez ouvir e impressionar.
-Esse... Lixo atropelou minha prima de oito anos. Passou com sua caminhonete cara por cima de sua bicicleta como quem pisa numa folha seca.
Ele não parou pra ajudá-la.
E como todo bom rico, esse rapaz não foi preso.Alegaram falha motora do carro. Que ele tentou freiar, mas o carro nao freiou, o que é obviamente uma mentira!
Após um breve momento de recomposição, o agressor tornava a falar como um professor explicando um teorema. Andava em circulos, o taco como uma bengala.
- Eu só vim aqui pra me certificar que ele não tenha mais o pé tão pesado.Ah, Seu martini senhor!
Ele puxa de dentro do paletó uma garrafa pela metade de martini bianco pela metade e a despeja sobre o corpo ainda encolhido no chão que agora grunhe baixinho como um cachorro novo. Após esvaziar a garrafa ele a põe delicadamente de lado, saca um isqueiro do bolso da calça e o atira aceso em direção ao morrinho encharcado de alcool que se debate como uma salsicha em óleo fervente. Grita, um grito perfurante e angustiante de dor.
As pessoas gritam e o clima de pânico é geral. Todos correm a esmo e gritam, uns por socorro, outros pela policia, outros por uma ambulância. Mas uma voz grita apenas por dentro, enquanto volta aos arbustos. Um grito subcutâneo de alívio.
“HILDA, A RUA É SEGURA OUTRA VEZ PRA ANDAR DE BICICLETA!”
Juan Barreto
Ei de quebrar sua casca com meus dentes se for preciso
com meus beijos, com meus cisos
mas o que tem dentro de voce é meu, e eu quero.
O que tem dentro de mim é seu, e eu te empresto
Juan Barreto
com meus beijos, com meus cisos
mas o que tem dentro de voce é meu, e eu quero.
O que tem dentro de mim é seu, e eu te empresto
Juan Barreto
Deus fazendo vista grossa pros homens "casca grossa".
Os livros de capa grossa não passam frio.
A moldura perfeita pra voce seria o retangulo vertical da minha porta
Voce parada embaixo.
Seu vestido claro
Meu humor magro, hoje jantaria duas vezes.
Piscina de balas
Piscina de belas
Piscina de bilas
Piscina de bolas
Piscina de bulas
Piscina de bolhas, bulhufas.
Juan Bar...
Os livros de capa grossa não passam frio.
A moldura perfeita pra voce seria o retangulo vertical da minha porta
Voce parada embaixo.
Seu vestido claro
Meu humor magro, hoje jantaria duas vezes.
Piscina de balas
Piscina de belas
Piscina de bilas
Piscina de bolas
Piscina de bulas
Piscina de bolhas, bulhufas.
Juan Bar...
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