Ele mora na casa na árvore onde as paredes tem textura de giz de cera.
Acordou, tomou um gole de azul escuro, preferiu ir comer na feira.
Tomou chuva, tomou ônibus, tomou coragem nem que não queira!
Pensou nas suas certezas e nas suas vontades, tentou adivinhar qual grau de parentesco existe entre elas.
Qual o nível de afinidade.
Existem pensamentos que são que nem moscas, a gente espanta e eles voltam a pousar no mesmo lugar.
Ele estava assim fazia uns dias.
Coberto de moscas e de alegria
Essas alegrias medrosas são como correr em chão molhado.. medo de cair a qualquer momento.
Mas a maresia da serra sopra no ouvido dele, diz que não será disso que ele irá morrer, que ele pode apostar suas fichas nessa rodada.
Não todas, porque precisa ao menos de uma pra ligar pra casa no fim da tarde
Falar com sua mãe, dizer que está tudo bem, passar seus beijos pelas ondas, contar as novidades
Dizer que se sente feliz, que sabe amar, que é uma pessoa de verdade.
Juan Barreto
glitter no cu dos outros é refresco.
Tão certo quanto a morte, e por mim tão horripilante quanto.
Chegou a época da putaria por cima dos panos
Ao menos uma vez no ano
Exceto na bahia
Que é putaria todo dia.
Carnaval lembra carne
Festival de carnes...Carnaval.
Minha "air guitar" já está afinada em sí béu márques.
Carnaval é como o efeito de um gol de falta, na vida do brasileiro
Meu medo do carnaval acabar é de Ivete virar santa.
Ai já emenda a festa de fevereiro até a semana santa!
Mas uma hora o réco réco para.
Uma hora a baiana para de rodar
Após a explosão e o esplendor de brilhos e cores, de charmes e encantos, tudo termina nas cinzas da quarta, e foi aii, SÓ AÍÍ, que Deus disse o "ufa" e descançou!
E tudo, claro, com comentários de lecí Brandão e Maurício Kubruksdce%¨¨#@%%&...
"Luis Caldas" forever!!
Juan Barreto
Chegou a época da putaria por cima dos panos
Ao menos uma vez no ano
Exceto na bahia
Que é putaria todo dia.
Carnaval lembra carne
Festival de carnes...Carnaval.
Minha "air guitar" já está afinada em sí béu márques.
Carnaval é como o efeito de um gol de falta, na vida do brasileiro
Meu medo do carnaval acabar é de Ivete virar santa.
Ai já emenda a festa de fevereiro até a semana santa!
Mas uma hora o réco réco para.
Uma hora a baiana para de rodar
Após a explosão e o esplendor de brilhos e cores, de charmes e encantos, tudo termina nas cinzas da quarta, e foi aii, SÓ AÍÍ, que Deus disse o "ufa" e descançou!
E tudo, claro, com comentários de lecí Brandão e Maurício Kubruksdce%¨¨#@%%&...
"Luis Caldas" forever!!
Juan Barreto
E hoje ele levantou não cebola, não azedo, não azul de fome.
Acordou dando bom dia pra cozinha vazia
Chamou as cadeiras e as xícaras pelos seus nomes
Escovou seus dentes e cabelos, teve uma noção de sí através do espelho
e pôs se a pensar enquanto ia para o trabalho, nos grandes que nunca cresceram, nos pequenos que só encolheram.
Nos que não lhe escolheram, nos que lhe esqueceram, nos que lhe acolheram.
Lembrou que era sábado e não estava atrasado.
Girou feito um compasso, voltou pra casa e fez uma bananada
Vendo tevê, pensou na pataquáda desorganizada que é essa agência de cupidos
Todos estupidos, entupídos
Não falam nossa língua, não são telepátas
Quase não servem mais pra nada
O miado grosso de uma zebra vindo de algum quintal vizinho o trouxe de volta a realidade.
Pegou um pensamento que tinha a moça bonita e o pôs embaixo da sua camisa
abraçando os seus joelhos e sua barriga
Pensou:
"Te aquecendo mais ainda, mais ainda, mais ainda!"
E no chiado da chaleira, ele dormiu dessa maneira
Parecendo uma torneira
Aquecendo seu carinho como um ovo
Mas ela também pensava nele por aqueles dias
E ela sorria enquanto comia
Tudo era tão novo
Que não havia o que saber se havia.
Ele tocava uma valsinha do fá sustenido pro sí menor
Enquanto ela girava em seu próprio eixo
Ela é como a terra, só que de vestido vermelho
Pára pra lhe dár um beijo
E pôe se a assobiar.
Juan Barreto
Não deu mais cupim nos meus barcos de papel, não deu mais insetos nos frutos da minha imaginação.
O balde encheu, o leite ferveu, já matou o que tinha que matar
E o que não dá mais é porque já deu.
Se o sapato já não cabe mais é porque o pé cresceu.
Nessa novela viva, o final não tem sexta feira certa.
Tudo está começando a cheirar a café da manhã
Tudo finalmente está começando a cheirar doce.
Alíce é um belo nome
Alíce é uma bela menina
Alíce é uma bela história
Senta alíce! O coelho correu e você nem morreu!
Um rosto como o seu eu não esqueceria.
Não um rosto como o seu
Até esqueceria..
Só pra me surpreender toda vez, toda vida, todo dia.
Juan Barreto
O balde encheu, o leite ferveu, já matou o que tinha que matar
E o que não dá mais é porque já deu.
Se o sapato já não cabe mais é porque o pé cresceu.
Nessa novela viva, o final não tem sexta feira certa.
Tudo está começando a cheirar a café da manhã
Tudo finalmente está começando a cheirar doce.
Alíce é um belo nome
Alíce é uma bela menina
Alíce é uma bela história
Senta alíce! O coelho correu e você nem morreu!
Um rosto como o seu eu não esqueceria.
Não um rosto como o seu
Até esqueceria..
Só pra me surpreender toda vez, toda vida, todo dia.
Juan Barreto
"- Os mosquitos sumiram!
- Sumiram não! Tu que não tá mais sentindo! - Responde alguém do meio dos matos
- Não é que é mesmo!"
- Sumiram não! Tu que não tá mais sentindo! - Responde alguém do meio dos matos
- Não é que é mesmo!"
E ele enfim percebeu que pelo menos pra ele, a música havia terminado.
Tirou os sapatos querendo chorar
E foi se sentar na calçada, esperar o dia clarear.
Pra ir pra casa cansado
Exausto de não dançar.
Com a garganta fechada, a cabeça cheia e o coração apertado, ainda pensou antes de adormecer no ônibus lotado:
"Não lembro da música ter nem ao menos tocado!"
Que diferença isso faz?
Deus já não lhe deve mais.
Juan Barreto
Tirou os sapatos querendo chorar
E foi se sentar na calçada, esperar o dia clarear.
Pra ir pra casa cansado
Exausto de não dançar.
Com a garganta fechada, a cabeça cheia e o coração apertado, ainda pensou antes de adormecer no ônibus lotado:
"Não lembro da música ter nem ao menos tocado!"
Que diferença isso faz?
Deus já não lhe deve mais.
Juan Barreto
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