Funcionário do mês

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A chuva desce densa doce, dança e disse "vem!".
Disse: "Dê-se a chance de dançar doce também!".
Dançar doce também....
Dançar doce também...




Juan Barto

Subestimar os outros foi uma maneira que eu encontrei de instigá-los a buscar auto melhorias.
Me provarem que eu estou errado.
Mas tenho todo o cuidado de não esticar demais o elástico à ponto de arrebenta-lo.


juan barto
Ando parado porque de correr, já basta os riscos todo dia.
Chuva sem cheiro é apenas chateação.
A pele dela tão branca, meus dedos doidos para riscá-la, pois na memória tátil não tem Alzheimer que pegue!

'-Você tem barba de contos de fada!'
-E você olhos de vírgula.'




J / B
A alma vinha descendo lentamente em zigue zague fazendo barulhinho de água corrente até pousar macia e sutilmente dentro do corpo morno.

Que ruflem os tambores pode ser a qualquer momento...

Fernanda abriu os olhos. A luz da casca acesa. Tem gente em casa!

Piscou, abriu e fechou a boca mordendo o ar, abriu e fechou as mãos espremendo os "dedos- bambus" com força até estalarem fazendo barulho de batata Rufles quebrando, roçou a língua na própria língua, coçou o topo da cabeça. Como qualquer outra máquina, iniciando aos pouquinhos.

Espreguiçou-se indecentemente.

Agora sentada na cama num rápido take de 360º estilo camaleão reconheceu o cenário, o cheiro e as texturas locais. Era seu quarto, sem dúvida. Reparou na ausência do namorado. Ainda ontem antes de dormir ele tinha dito ‘Madrugada é assim mesmo, você dorme e eu te protejo!’. “Sei!”

Seus olhos assentaram sobre uma frase de aparência porosa escrita ao lado da porta em letras de forma, provavelmente feitas com giz de cera vermelho.

"Banheiro"

Aquilo a fez levantar sorrindo. Leve excitação! Acariciou aquela caligrafia com as pontas dos dedos e foi até o banheiro não porque a parede mandou, mas sim porque ela precisava mijar. Após cumprir seu ritual de aguar o sanitário foi até a pia lavar as mãos e o rosto quando viu escorrendo no espelho uma palavra grossa e pastosa, fonte ‘elephant’ tamanho 72, feita de Tandy de morango.

"Cozinha"

Passou o indicador no ‘c’ e o chupou. Aquele gostinho de morango mentolado lhe deu fome e a fez lembrar que tinha iogurte na geladeira que ficava coincidentemente no mesmo destino sugerido pelo espelho.

Assobiou uma canção do Bob Dylan que não sabia o nome.

Chegando lá sua atenção foi atraída como um ímã justamente para a superfície costumeiramente branca e plácida da geladeira, mas que agora estava ali, corrompida por letras espirradas na cor vermelho ‘ketchup’ que formavam de forma borrifada a palavra "Quintal”.

Da janela aberta ela já conseguia vê-lo de costas lá longe, bem ao fundo, perto dos cajueiros fumando um cigarro. O cachorro chafurdando arbustos de maneira frenética.

‘Depois fica cheio de mato e carrapichos grudados no pelo.

O vento seco daquela manhã furiosa entrou no ambiente invadindo as narinas causando aflição. Levantando a saia da mesa e agitando as folhas do calendário afixado no armário.

Olhar pra ele assim tão distraído, tão imerso naqueles 10% de sábado fumando seu cigarrinho tranquilo era de um prazer imenso.

Por muito tempo ela andou pelas calçadas reconhecendo ruas, conhecendo praças e atalhos que não estavam no mapa. Ela andava só e não pensava em nada. Só andava. Andava e se cansava, não de sair pra ver o mundo, mas do mundo nunca estar em casa quando ela lhe visitava.

Foi quando ela conheceu Chico através das manchetes dos jornais... Na realidade foi por causa de um fanzine que circulava na universidade. Era mais uma poesia do que propriamente uma matéria.

“Chico não consegue dormir tem dez dias! Ten! ' Dez dias que Chico não tem dormido!”

“A vida balança numa valsa macabra, num bolero-lero sinistro.”

“Chico não dorme, Chico não come, Chico não fala comigo!”

“Chico querido se deu por vencido e parece nem ter percebido”

“Capture com os olhos o que as mãos tanto salivam. Assim ninguém corre perigo!”

“Mas Chico não ouve o que eu digo.”

“Chico não me liga, Chico não se liga. Chico anda muito esquisito.”

“Se Chico não dorme, se Chico não come, um dia Chico vira palito.”

“Logo Chico, logo meu único amigo...”.

Ela nunca se perguntou quem havia escrito aquele artigo, em compensação quis saber que era Chico imediatamente. Precisava achar essa pessoa tão perdida. Tão carimbo, tão carbono dela. E achou! Chico que estava acostumado a acordar pensando que sonhar era só um filme que não se pagava pra assistir se emocionou quando Fernanda o atentou para o fato de que viver é que era um sonho que não se podia assistir por preço nenhum, tinha que participar! Pois quando é o caso de realmente acordar some se daqui e se aparece em outro lugar.

À medida que ia se aproximando dele ia fazendo barulhos que denunciassem a sua presença. Odiava levar sustos e odiava dar sustos, mesmo que sem querer. Ele não parecia perceber, porém, quando ela já estava bem perto um caju vermelho, extremamente maduro caiu aos seus pés fazendo um ‘ploft’ cremoso, ele se virou pra ver que era e deu de cara com a cara dela.

-Buenos dias! – Disse Fernanda.

- Buenos!

Na sua camiseta verde a palavra ‘coração’ bordada em vermelho brilhoso cursivo acima do peito encerrava a gincana.

-Gostei da estampa!

-Só queria dizer que nesse um ano você me fez sentir cada dia que passou como um cogumelo, que nasceu e viveu muito tempo na merda, mas um belo dia encontrou alguém maluco o bastante querendo lambe-lo. Feliz aniversário de namoro!

-Feliz aniversário de namoro, meu bem!

-Feliz aniversário de namoro, meu bem!

-E tem mais...

-Shhhhh ico!

Se beijaram. Ele sorriu, ela sorriu, até o cachorro se estivesse prestando atenção na ternura daquele momento teria sorrido também, mas estava ensandecido demais pelo meio do mato, com carrapichos grudados por toda parte.






Juan Barto
-Próxima pergunta.Você se sente arrependido?
-Não.
-Não?!
-Não.
O entrevistador deu uma travada. Essa era pra ter sido uma daquelas perguntas frias que a gente já faz esperando a resposta que o conduzirá a próxima pergunta, mas agora arrebentaram o elástico. Desconforto sutíl. "Consertemos...rápido!"
-Fale mais sobre isso.
-Quem gosta de mim, gosta porque tem um motivo. Quem não gosta, não gosta porque tem vários.
O entrevistador ficou olhando pra aquele homem entre o chocado e o impressionado. Tudo camuflado por baixo de camadas e camadas de pó compacto e outras tantas de hipocrisia.
-Interessante.
-Você por outro lado, não é.
O entrevistador dá uma leve tremida de pálpebra. O que é isso? Alguém enfiou um desentupidor de pia na sua traquéia e puxou,puxou até sair tripas, coração, intestino, alma, o diabo! Por essa ele (também) não esperava.
-Como? - Com direito a risinho de nervoso
-Podemos ir por outra rua que não essa que você quer ir?
-Eu conduzo as perguntas!
-Tem razão. Continue.
-Er...vamos em frente.. Onde você... Co-como você acha que..- Ele folheia seu roteiro procurando nas fichas algo que ele não sabe ao certo o que.
Está visivelmente desconcertado, claramente nervoso e completamente perdido. Não há como seguir como se nada tivessse acontecido, como se não tivesse sido interrompido. - Só um segundo por favor.- Avalanche de água e sal testa a baixo, as costas então,oceano!
A luz do refletor queima seus ombros e pela primeira vez em doze anos de profissão, ele sente isso. Nunca sua cadeirinha lhe pareceu tão apertada. A situação virou uma calça que sufoca, piníca e pelo visto, constrange quem a usa.
A platéia está muda. Cento e cinquenta pessoas que não respiram ao mesmo tempo.
O entrevistado por sua vez, está como sempre esteve até então. Sentado,perna cruzada e mão no queixo. Parecia entediado,até.
-Aqui está.(pigarreia e respira)Você sente que...
-Não.
-Deixe-me terminar!
-Não! Deixe-ME terminar. - Ele se levanta e vai saindo em direção a porta dos fundos do estudio, passando por produtores e câmeras man que se olham aturdidos.
O entrevistador se levanta e manda um "EI!". A platéia faria um "Oh!" se tivesse oxigênio pra isso, claro.
O entrevistador continua - Volte aqui e termine a entrevista!
O entrevistado estancou pouco antes da porta. Girou nos calcanhares lentamente até ficar de frente. Passou a mão nos cabelos repondo pra o lado alguns fios que caiam nos olhos. E pasme, ele volta lentamente,'resenta' na sua poltroninha giratória, 'recruza' as pernas, recoloca a mão no queixo e 'resorri'. Opa, 'resorri' não, porque até ali, não tinha sorrido em momento nenhum. Sorri pela primeira vez então, mostrando dentes sépias, porém retos.
-O entrevistador dá uma olhada ao redor.Foi rude sim, óbvio. O que a falsa segurança de ter seguranças por perto não faz. A tensão no auditório é inacreditável. Ele senta-se lentamente, 'repigarreia', 'rerespira' fundo e 'refala' seco, quer dizer, fala seco pela primeira vez.
-Há dois anos, o senhor matou três crianças com uma chave de roda,o que você sente a respeito disso?
-A sua pauta manda você me perguntar isso exatamente com essas palavras?
O entrevistador opta por ignorar as intervenções do entrevistado. Resolveu que ia tomar o controle nem que fosse na marra.
-Há dois anos, o senhor matou três crianças com uma chave de roda,o que você sente a respeito disso?
Após um breve silêncio de reflexão. Uma pausa no meio daquilo tudo pra que ao menos, todos naquele ambiente pudessem engolir suas salivas.
-Olha, é o tipo da coisa que..
-Há dois anos, o senhor matou três crianças com uma chave de roda,o que você sente a respeito disso? - Cada vez que essa pergunta era repetida, ela ganhava uma tonalidade incisiva mais forte.
-Nada.
-"Nada" - Repete o entrevistador em tom cético quase debochado.
-Nada comparado a isso - Puxa um revólver do bolso interno do colete e dá um único tiro seco e reto exatamente no meio da cara do entrevistador que estava a mais ou menos dois metros dele, explodindo seu nariz e porque não, metade da sua cara.
O corpo desaba que nem uma trouxa de roupas sujas. Sangue e mais sangue.
A serenidade blasé do entrevistado que parecia inabalável até então, foi pra vala e deu lugar a uma cena de descontrole explosivo digno de Taz, o demônio da Tazmânia,
-VOCÊ É UM MERDA!UM MERDA! EU NÃO SOU UMA CELEBRIDADE! E AGORA? VOCÊ SE SENTE ARREPENDIDO?? EIM? EIM? VOCÊ SE ARREPENDE DE TER FALADO DEMAIS? SEU IMBECIL!PERGUNTE VOCÊ MESMO A ESSAS CRIANÇAS ESCROTAS O QUE ELAS ACHAM DE MIM OU COMO ELAS SE SENTEM E O QUE QUER QUE ELAS DISSEREM, EU NÃO LIGO! CAGUEI! E VOCÊS (Para a platéia que absurdamente ainda estava ali, imóvel, todos grudados pelo cu nas cadeiras, pela cola do medo, encolhidos uns nos outros) O QUE VOCÊS QUEREM ME JULGANDO? QUEM SÃO VOCÊS PRA ME JULGAREM? UM BANDO DE ABUTRES QUE SE ALIMENTAM DE CARCAÇAS QUE CARAS COMO EU PRODUZEM TODO MALDITO DIA!! POR ISSO QUE EXISTEM JORNAIS PARDOS DE SANGUE! E PROGRAMAS IMBECIS COMO O DESSE BOSTA AQUI (dá um chutinho no corpo que ainda esguixa sangue)SE TEM UM ACIDENTE OU ASSASSINATO, TODO MUNDO CORRE PRA PERTO. MAS PRA AJUDAR? EU ACHO QUE NÃÃÃÃO! PRA VER! PRA SE DELICIAR COM A DESGRAÇA ALHEIA!A VIOLÊNCIA É A DROGA DE VOCÊS, SEUS DROGADOS! SEUS PUTOS! PENA DAS CRIANÇAS? PENA DESSE ESCROTO? POOORRA NENHUMA!VOCÊS ESTÃO ADORAAAANDO ESSE CIRCO! ISSO VIRARÁ O ASSUNTO DAS SUAS VIDAS!VIERAM AQUI VER UM JULGAMENTO, UMA ENTREVISTA COM UM DOIDÃO PSICOPATA E EU LHES DEI MAIS! DISPONHAM!
Ele se senta num degrauzinho que separa o palco da pequena área técnica, exausto.
A mão da arma é a mão da arma, não dorme nunca. A outra pega um lenço no bolso da calça e limpa a testa brilhante.
De lá mesmo onde estavam, acuados nas laterais do auditório, amontoados em um bolo de produtores, técnicos, seguranças (veja só!) e pessoas em geral que se encontravam por ali, os câmeras man espremidos nos cantinhos amedrontados, apenas dão um zoom progressivo lentamente, de modo que as três câmeras focam num close de seu rosto. Aquele homem sentado no chão exausto e arfante de berrar, e que agora estava calado e armado estampava todas as mini tvs espalhadas pela emissora.
Ao contrário do que naturalmente se espera nessas situações, onde deveria haver pânico e caos, tudo é uma cortina de veludo de silêncio condensado e não ação.
As donas de casa em suas casas, os bêbados nos bares, as pessoas nas praças de alimentação dos shoppings, as pessoas na internet, transeuntes nos celulares, todo mundo interrompeu ou foi interrompido do que quer que estivessem fazendo pra ficarem hipnotizados na frente de uma tela completamente mudos e estuperfatos olhando a cara daquele cara que preenche todo o retângulo da tela. É filme? Aconteceu mesmo? Ninguém sabe nada de nada. De repente a imagem dá lugar as famosas listras verticais coloridas.
Transmissão interrompida.

juan B.
Sair de casa já sabendo que não há a mínima possibilidade anã de esbarrar em você em algum lugar por ai, é tão ruim...
É como se alguém dissesse: 'A partir de hoje, só existe sorvete de lama no mundo'.
Azia azeda.




Juan Barto
Estava assistindo tv quando escuta uma música incomum vinda da cozinha. Era meio que uma ópera. Começou baixinho e ai foi aumentando.
Ela para tentando indentificar a música. Não consegue e grita apaticamente a esmo, sem tirar os olhos da tv, ou melhor, da mtv.
"TEM UM CELULAR TOCANDO AQUII!!!"
Silêncio.
Celular continua rasgando em ópera.
"MÃÃÃÃÃÃEEEE!!! LUÍÍÍÍÍSAAAA!!! TELEFONE AQUI!!!"
Silêncio outra vez, só que com mais força.
Ela dá "mute" no controle remoto e tenta num último esforço de não precisar ter que se levantar.
"TELEFOOOOOONEEEE QUE NÃÃÃO ÉÉÉÉ MEEEU E ESTÁ TOCANDO!!"
Silêncio sentado na cadeira de balanço em silêncio fazendo crochê.
"PUTA QUE PARIU, CARA!!" resmunga pra si e pra casa.
Se levanta entre indignada e curiosa pra saber onde estariam essas surdas do caralho.
A música continuava tocando. Ao chegar na cozinha, acendeu a luz e foi a primeira coisa que ela viu:O celular preto luzente vibrando, rodando, piscando, zumbindo e cantando.
Já com o telefone a meio caminho da orelha, ela ainda se pergunta de quem diabos seria esse celular mesmo, porque esse ela não estava reconhecendo.
-Alô, quem é?!
-Ah , não era pra atender!!! - Resmunga uma voz masculina claramente frustrada do outro lado.
-Ãh? Ah não amigo! Trote? É o novo!
-Não era pra ter atendido! Eu só queria continuar ouvindo a música!
-Que música meu amigo? Quem é que ta falando?
-Eu vou ligar de novo e você não atenda!Não ouse interromper "Habenera from Carmem"
-Quem?
-Bizet! George Bizet!
-Vai pertubar outro seu viado escroto! Não ligue mais! Vou desligar!
-Não atenda!!
Tuuuuuu...
Ela mal havia dado alguns passos de volta pra sala quando O celular ganha vida outra vez no balcão de mármore da cozinha.
‘Habanera’ ecoa outra vez pela casa em silêncio.
Ela já ia se virando no intuito de atender e xingar, ou de quebrar o telefone.
No momento que ela aperta o símbolo verdinho, a musiquinha cessa e simultâneamente a porta da dispensa que ficava ao lado da geladeira atrás dela se abre abruptamente e um homem sai de dentro com um olhar demente e irritado.
-Eu disse pra você não atender! - e se atira contra ela. Sua mãos procuram a garganta da adolescente que se debate .


Juan B.
Quando a gente é criança, ninguém acredita nas merdas que a gente fala.
Quando a gente cresce, ninguém acredita nas merdas que a gente faz
Há pessoas que você tem que sacudir e sacudir, pois o açúcar tá todo no fundo.
A vida é meio assim, meio como música ruim.
A letra não é lá grandes coisas, mas a levadinha é tão bacana que a gente acaba cantando junto, as vezes até batucando na coxa.




Juan
Saudade toca violino como ninguém.
Passa seu arco lentamente por nossas costelas, nos fazendo gritar fino.
Enquanto isso, meu coração (com)bate.
Livros são dentes que invariavelmente tentam te morder, mas é para o seu próprio bem.
Não a toa, se deixados de lado, com o tempo, amarelam.



Juan Barto

O BALÉ DAS GOTAS

Estavamos sentados no chão abraçados, chorando em silêncio. Qualquer vestígio de palavra estragaria o momento grosseiramente, como um rasgão numa mesa de sinuca, como uma meia calça desfiada.
Era um momento apenas instrumental, com uma lua cheia bolota servindo de holofote.
Ainda não tínhamos uma música só nossa.
Com ela. tudo virava sábado de manhã.
Meu anjo da guarda  toma bastante pó de guaraná e catuaba, pra aguentar a demanda dos meus pedidos.
Já fui salvo por rasantes antes. Quem não quiser confiar em mim, ao menos confie no que eu confio.
O tempo é um apontador de lápis, e eu queria tanto ter te conhecido quando o lápis ainda era novo.
Mas não se preocupe, te gosto e te (a)noto à caneta.




Juan Barto