Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.

O BALÉ DAS GOTAS

Estavamos sentados no chão abraçados, chorando em silêncio. Qualquer vestígio de palavra estragaria o momento grosseiramente, como um rasgão numa mesa de sinuca, como uma meia calça desfiada.
Era um momento apenas instrumental, com uma lua cheia bolota servindo de holofote.
Ainda não tínhamos uma música só nossa.
Com ela. tudo virava sábado de manhã.
Meu anjo da guarda  toma bastante pó de guaraná e catuaba, pra aguentar a demanda dos meus pedidos.
Já fui salvo por rasantes antes. Quem não quiser confiar em mim, ao menos confie no que eu confio.
O tempo é um apontador de lápis, e eu queria tanto ter te conhecido quando o lápis ainda era novo.
Mas não se preocupe, te gosto e te (a)noto à caneta.




Juan Barto