Funcionário do mês

[ CRÔNICAS, CONTOS, POESIA CONCRETA ] [ ILUSTRAÇÕES ] [ FOTOGRAFIAS ] [ VÍDEOS ]
Já, já fui ‘o outro’ dos outros e não quero mais isso pra minha vida. 
É aceitar ser o nada, e entrar numa guerra não na expectativa da vitória, mas só pela satisfação de pegar em uma arma foda!
Lactovacílos vivos.
Não é questão de se permitir e sim de se permutar.

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Fool ano de 2010.
Full ano de 2011!
Entra (ful) ano e sai (ful) ano e tudo meio que na mesma. 
Meio que no meio.

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Fulano que fala quatro idiomas fluentemente, mas não diz nada interessante em nenhum deles.
Tem gente que de tão zen vira ‘nem’, ai eu também viro 'nem', me viro sem e me viro bem.
Os grandes desafios da sua existência consistem em não se tornar invejoso com aquilo que não é seu, não se tornar mesquinho com aquilo que é seu e saber que efemeridade dá e passa.

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‘-Você vai querer o seu presente com ou sem batom? 

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F(eb)RE (ob)SCURA!
Anos pares tendem a ser caóticos, assim como todo par. 
Muita briga, muita discussão.
Mas pinimbas a parte, que venha o touro!




Juan Barto


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O sabor da vitória dura o tempo exato de um flash de fotografia.
O da derrota dura os anos que uma fotografia durar.
O sucesso cega ou sossega o ego e o faixo.
Quanto mais do mínimo você tiver, menos do máximo você terá.
Permaneço no ‘mereço!’ pois quem tem apreço não vê preço.

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Começou a sentir uma moleza e antes que caísse duro, caiu em si.
Percebeu que não estava percebendo, estava apenas reparando no que não sabia e confortável
no ‘não quero saber’.
Tomou uma decisão: Mimo agora, só como moeda de troca.

Queria que existisse uma maneira de mandar sentimentos por blue tooth.




Juan Barto



Passamos boa parte da nossa vida fazendo as mesmas coisas, só que com pessoas diferentes em lugares diferentes, com roupas diferentes em  dias diferentes, em momentos diferentes . . . 
Em boa parte dessa ‘boa parte’, estamos tentando atrair pessoas novas que se encaixem e se acomodem nas nossas coisas antigas.
Quando achamos, os inserimos em nosso HD particular e lhes damos acesso a nossas pastas de músicas antigas, de fotos antigas com nossos amigos antigos, documentos de textos antigos contando nossas histórias antigas e por ai vai... Até que o outro se sinta antigo também, no sentido de se sentir em casa, de casa.
Até que em algum momento, um dos dois diz assim, na cara: 'Eu quero é novidade!, com uma convicção  reta que a gente não consegue saber se foi de verdade ou se foi
só pra provocar. O que nem por isso dói menos.
E ai, o antigo se sente velho. Um velho caquético!
Se sente quebradiço e desnecessário.
A resposta ríspida que a pessoa que nós gostamos nos dá, é uma  raspada de lixa na cara.
Bochechas vermelhas. Em carne viva.
É uma pedra pomes atravessada na garganta que nem uma espinha de peixe.
De qualquer forma, nos faz pensar a respeito e nos faz pensar em respeito.
Silêncio não é o mesmo que paz.
Fazer as pazes não é o mesmo que paz.
Transformamos uma ofensa em crítica construtiva há cada vinte minutos, pedindo desculpas pra nós mesmos por coisas que os outros nos fizeram, e fazemos isso em nome do equilíbrio. Da harmonia. Da ‘paz’.
Futuremos... Vamos ver se as minhas previsões de futuro, as pretensões de presente e os pretéritos mais-que-passados se realizam.
Viver as vezes é muito genérico, tudo está até bom, mas bom não é ótimo. Se estivesse ótimo, ai sim, seria maravilhoso!



Juan Barreto

Foto: Juan Barreto












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‎-Gosto desse som!
-Você conhece Cássia Éller?
-Outro dia colocaram esse som, eu ouvi, gostei..gostei muito.
Falou o gringo segurando o cd do acústico MTV. Aquele...
 'O ACÚSTICO!'
-É uma cantora muito boa mesmo, pena que morreu exatamente quando estava ficando famosa.
 -Verdade?
-Sim, overdose. Já tem uns dez anos, isso! Foda, né?
-Não... É verdade.. isso ser uma mulher? - Apertava os dedos na caixinha do cd e balançava o álbum nas mãos.
-Hahahaha é cara! 'Cássia' é nome de mulher!
-Eu ter um amigo em italia chamado Andrea.
-Hum... Pode crer.


Juan Barreto


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Uma pupila sempre sabe o que quer e sempre sabe quando achou.
As lembranças são como os cães. Aparentemente estão em sono profundo, mas ao menor 'clic' ou 'crec' acordam e acordam com tudo. Quem não for familiar tem mais chance de ser atacado.

Estragaram o extravagante.
Politica/ mente /falando.
Diz: 'penso' : Dispenso!
Pró-penso = A favor do torto.
Dez pistas pra despistar.

Pastel / Paz tua
Coca - Cólica
Café em pó, leite em pó, farelo de pão com queijo ralado.
'De jejum de jeito nenhum!'
'Breakfast = quebre rápido' / 'Drive thru = Passe por cima'
Um Whisky e um isqueiro.
Esse o padrão do Pedrão.
Coloca a cólera na coleira e vai passear
Past tense =  Passado tenso.



Juan B.


Estava eu no ônibus hoje, quando numa dessas paradas bem movimentadas subiu um cara sem um braço.
Um cara sem um braço, claro, chama logo a sua atenção.
Numa curva fechada, dessas que te obrigam a fazer manobras estilo kit-surf pra se equilibrar, o 'cara-de-um-braço-só' agarrou-se no ferrinho com a mão direita e apoiou as suas costas nas costas da cadeira à minha frente, ficando quase de lado pra mim.
No celular de algum passageiro, tocava uma canção religiosa.
'Segura na mão de Deus'
O maneta me deu uma olhada debochada e falou sarcástico : 'Se eu segurar na mão de Deus, eu caio!'
Não tive como não rir
Ele também não.



Juan barto


Esses falsos acidentes intencionais, essas casualidades causadas...
Um beijo na bochecha que escorre pro canto da boca, ou dois cotovelos encostados 'testa com testa' habitando o mesmo braço da poltrona do cinema por horas, por filmes, por dias se fosse possível.
Os três centímetros de pele mais sortudos de todo o corpo.
Os pretextos pros textos..
Quem vê 'oops' não vê coração, e aqui pra nós; só não 'veux' quem não 'coeur'!
Perceba e receba.


Juan Barto

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[LÁ FORA]

A pequeneza de espírito do 'homem-pouquinho', que joga baixo, que gosta de diminuir os outros com seu coração anão batendo sempre com o vigor da vigarice.

[CÁ DENTRO]

Isso de ter que ir quando chamam e ter que ficar quando mandam ou quando esquecem de chamar, só dura até a gente aprender a ter autonomia e fazer as calçadas deslizarem pelos nossos pés na hora que der vontade de dar vontade.



Juan Barto


Rolha de cortiça boiando vagarosa no riacho improvisado de vinho derramado, como se fosse uma espécie de Vitória-Régia sintética. 
Cortinas de estopa estampadas, minha ordem judicial mantendo o sol a certa distância de mim.
Essa fome me comendo em todas as posições do livro de receitas.
Me engravidando ao contrário.




Juan Barto




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De repente, aquela porta que não quer abrir e não abre de jeito nenhum, nem puxando nem empurrando, deve ser porque o monstro que está por trás dela fazendo contra-peso agarrado à maçaneta tem muita força.
Pense nisso e deixe pra lá aquilo que insiste em ficar do lado de lá.
As vezes, anjos da guarda tem que fazer conosco que nem os adultos fazem com as crianças, pendurando na prateleira mais alta da estante, escondendo  da cobiça das nossas mãos aqueles objetos coloridos e bonitos que tanto nos despertam o interesse dos olhos, mas que iriam terminar nos machucando de alguma forma, por serem pontiagudos, cortantes, venenosos ou apenas pequenos demais, fáceis de engolir.
E a gente chora por não entender.
As coisas importantes a gente quase nunca entende ao vivo, mesmo.
Por isso, para o nosso próprio bem, tem horas que perder é ganhar tempo.
Tem horas que perder é acumular ao cúmulo, ao cubo!
Eventualmente, conseguimos arrastar uma cadeira pra pertinho da estante quando não tem ninguém olhando.

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As horas é que deixam tudo para o último 'eu'.
Eu tinha mesmo que ter sido aquariano, que tem essa necessidade de espaço pra poder reclamar da solidão, tanto que acabou empurrando os peixinhos pra frente, expulsando-os para outro signo.



juan barto


KI.AZ.

Quando senti a mini vibradinha do celular avisando que tinha chegado cartinha, cartinha essa, que dizia: [Cheguei na praça, cadê você?] imediatamente dei cinco voltas olímpicas internas.
[Estou perto da mesa de som que fica em frente a um palco montado!] - Respondi.
Enquanto esperava, pra disfarçar a recém-ansiedade diet que estava sentindo, reparei em coisas bobas como umas árvores enruivando num canto, por exemplo, e que a tarde estava ventosa, porém, quente.
(Voltas olímpicas internas agora dando moonwalker)
A vi chegando uns cinco segundos antes dela me perceber. Foi exatamente o tempo de eu pensar: "Own, a mesma carinha de menina!".
(Ansiedade efervescente)
Sabe quando você fica muito tempo sem ver alguém que você gosta e parece que seu corpo tá com sede do corpo da outra pessoa? Você quer ficar tocando nela, esbarrando "acidentalmente" o cotovelo nela como que pra absorver mesmo calor ou o que quer que seja numa tentativa infantil de guardar mais um pouquinho dela com a gente, na gente, que nem quando queremos levar areia da praia e conchas pra casa nos bolsos dos shorts, em potes.
Memória tátil esguichando dopamina.
Menina do abraço morno bom.
Nada de abstrato, por favor! Dê um tempo, dê o fora.
Se eu não fizesse tanta questão de ser eu mesmo naquele momento, naquela situação, aceitaria de boa em ser apenas uma pessoa qualquer sentada num banco por perto. Voyeurismo quietinho, só pra poder contemplar a intensidade sutil e luminosa daquele micro instante de cena, daquele momento rápido como uma carimbada do tempo em nossa história que foi esse nosso reencontro após dois anos.
Mas eu fazia toda a questão do mundo de ser eu mesmo naquele fim de tarde.
Enquanto conversávamos sentados numas pedras em frente ao mar justamente sobre a beleza e a importância dessa pangeia em nossas vidas, minha sensação ora era como nos filmes, quando colocam os mesmos atores pra interpretar seus personagens alguns anos mais velhos e ai eles ressurgem de cabelo mudado e roupas atuais, ora tinha uma atmosfera etérea de quando a gente está num sonho sabendo que está num sonho e o clima ganha um ar  melancólico porque a conversa tá boa, mas a gente sabe que vai já acordar e sentir raiva por uns dois dias seguidos por aquele rosto não estar mais ao alcance das nossas mãos carnívoras..
Lembra Clementine dizendo.."É isso Joel, logo,logo estará acabado!" em uma outra situação que também envolvia uma coisa que era ora  filme, ora sonho.
No carro redescobri a mesma risada alta, os mesmos devaneios charmosos também em voz alta, os mesmos interesses em comum, as mesmas bandas incomuns.
Ainda morava no mesmo lugar  e só bem recentemente é que tinha se livrado daquela mesma pessoa com quem mantinha um relacionamento caótico e cáustico de dois anos antes.
Olhe... Apesar de tudo isso... Dizer que ela ainda era a mesma, seria um insulto. Um absurdo!
Quando me flagrou olhando compenetrado para o seu jardinzinho zen (novidade pra mim, porque antes era apenas um retângulo vazio!) me perguntou com sorriso ansioso: "Mudou pra melhor hein?" e eu respondi entusiasmado olhando pra ela: "Sim, sim! Pra melhor!”, mas eu não me referia somente ao jardim.
Estava nitidamente mais adulta, mais independente, mais segura e parecia muito confortável e natural em meio a tudo isso e eu achei que combinava com ela isso tudo.
E me senti orgulhoso dela.
E me senti feliz por ela.
E me senti feliz
(Drama 'in bass)
(E o protagonista de repente se deu conta do que deveria fazer.)
O reencontro foi intinerando pelos dejá vus já esperados espalhados alegoricamente pela cidade me trazendo lembranças inesperadas.
"Ah, eu já terminei um namoro ali!" E apontei pra uma escadaria enorme de colunas grossas.
E rimos porque de fato, deu vontade de rir!
Vida doida!
Passamos pela minha antiga casa ouvindo Beirut e me deu pena. Sim. Pena de uma construção!
Aquela casa sempre foi boa demais pra aquela rua de energias tão negativas.
Merecia ser transportada pra um outro lugar melhor, assim como eu fiz comigo mesmo, anos antes..
Era começo de noite e havíamos chegado a um milharal de corredores infinitos e vertiginosos no quarto andar de um prédio desses ai.
Corredores de chão verde, paredes descascando e um emaranhado de luzes amarelas irregulares e portinhas com seus numerosinhos que nos conduziram até o requinte do kitnet de um amigo da minha amiga.
Um apartamento muito simpático de decoração original e aconchegante que faria Jean-Pierre Jeunet ficar eufórico.
Temperamos uma hora inteira com cachaça com mel e limão, vinho e ‘marlboros hippies’ esparramados pelo sofá.
Beijo sem língua, sem-pé-nem-cabeça, sem propósito (o pior tipo!), sem estar no cardápio, sem querer(?) Cê querer(!)
Se queria...Por que não... ?
Se não queria... Por que...?
Meu coração fazia 'tum-tum-tum', minha cabeça fazia 'Cri-cri-cri' em dolby surround.
Com a querida experiência adquirida lembrei que 'falou tá falido' e preferi concluir em silêncio que nem tudo é pra ser entendido como entendível.
Cada um tem seu personal moinho-de-vento.
Na mala trouxe roupas sujas e ideias novas
Roupas novas e ideias sujas.
E os sentimentos passados e pendurados em cabides com cheirinho de coisa limpa.
Saudades desde o 'oi'.
Saudades desses olhos de meia lua da menina que sempre riu das minhas besteiras e que gostava de caminhar rápido porque era a maneira dela de desacelerar por dentro.
Saudades de quando ela ficava vendo desenho animado comigo até tarde da noite, até ficar esquisito pra voltar pra casa, e dai lá íamos os dois pra esquina escura escrota chapados rindo um da cara do outro esperar teu ônibus.
Temos que diminuir as (pr)estações desse hiato.

Juan Barto
As pessoas estão lá, nos seus arbustos de acrílico chamados 'vida', com espinhos eletrificados fazendo a proteção.
Todo fim de tarde eu ficava na calçada de alguém, mendigando um tchauzinho boçal da varanda, que as vezes nem acontecia. Depois reclamam quando apertamos a campainha e saímos correndo.

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É importante colocar os pingos nos 'i's pra que não se confundam com os 'l's: não existe ao certo uma maneira certa de 'certo', o conceito de bem é muito mimético.
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Nas ladeiras do amor, meu coração está sempre descendo de chinelo, com medo de cair. Na estrada, contra curvas não há argumentos.
Tempo fechado... sinal fechado.
Cara fechada... corpo fechado.

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Eergia negativa, canalize e descanalhize-se.


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A fumaça é o suor do cigarro.




juan barto


O homem precisa do fogo para existir.
O fogo precisa do ar para existir. 
O ar só precisa de espaço pra existir, embora não exista no espaço.

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Acordei numa quinta feira dessas tantas e fiquei deitado de consciência pra cima, me lembrando do tempo em que passava minhas férias pulando, junto com minha prima, no colchão de molas da cama da minha avó, assistindo 'Capitão planeta' na tv preto e branco.
'Xuxa,' de Bergman.
Vovó fazia pastel na cozinha usando uma garrafa seca de cerveja como rolo pra esticar a massa.
Me dava pequenas sobras, pequenos retalhos, aperitivos crus que eu tanto adorava comer.
Lembrar dessas coisas é como nadar de olhos abertos numa piscina com excesso de cloro.
No dia que inventarem um cartão de memória para a nossa memória, ai sim, falem comigo sobre tecnologia.






foto:juan barto
juan barto.

COSMOPOLITA

Aquela música me pegou pelos cabelos, como os homens das cavernas faziam com suas mulheres, e me arrastou por dias, por anos atrás.
[Dedos são os chifres das mãos.]

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Acho que a gente pode ser tudo, só não pode ser podre, porque é isso o que nos difere do lixo e da merda.


A vida dá muitos sinais e os tilintares marcam o compasso.

- O ser humano é 70% composto de água e nem assim ele consegue ser transparente.
- Só importa aquilo que de alguma forma dá forma.
- Não ganha o mais forte, ganha quem chegar primeiro.

Minhas impressões sobre as coisas, deixo sobre as coisas.
Minhas impressões digitais, eu deixo em quem deixar, principalmente nas pessoas 'Nhac'.


Sou seu ao passo que acho sua pessoa.

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Tira sarro porque o outro usa boneca inflável, e você que namora à distância?
Quem está mais longe da realidade desejada?
Essas frustrações brandas...
Por isso os bares, ou melhor, por isso as bebidas!

'-Garçom!
-Pra beber, alguma coisa, Sr.?
-Um 'sorry'sal efervescente.'

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Antes de se apaixonar, verifique se o mesmo encontra-se neste andar.

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-Patrocine um raciocínio.
-Huum.. PARtir é ímpar.






Juan Barto

Felicidade é uma palavra com gosto de hortelã, mas que cheira à jasmim.
Escorrega pelo cano da garganta adormecendo os músculos e formigando o nariz.
Acordaste meu lado consumista de afeto e agora estou a esmurrar o balcão da loja aflito.
"Eu quero isso! Eu quero isso! Eu quero isso!"
Eu piso forte, falo grosso, respiro fundo e penso alto.
Eu é todo exacerbado.

E ela? Uma graça!
Sorri pra passar o tempo, e ele passa!




Juan Barto

O 'ontem' é o rabo que você, cachorro, vai rodar, rodar, rodar e não vai conseguir pegar nunca.
Desculpas são como corretivo líquido, as vezes dá jeito, mas em outras o remendo não tem remédio e nem reparo.
Não tem como não reparar.


Juan Barto
















Os pais se preocupam se os filhos ficarão bem em casa sozinhos, enquanto eles tem que sair pro mundo.
As crianças choram em seus quartos por um tempo, mas logo tudo fica bem.
As crianças crescem e se preocupam se os pais ficarão bem em casa sozinhos, enquanto eles tem que sair pro mundo.
Os pais choram em seus quartos por um tempo, mas logo tudo fica bem.
Somente o mesmo tipo de sentimento gera o mesmo tipo de preocupação.
Mesmo eu sendo muito 'Trebuchet' para esse mundo tão 'Times New Roman', ainda assim, queria plastificar alguns momentos, esconder algumas pessoas embaixo das unhas pra que nenhum baculejo da vida as ache e as leve.
Se bem que morrer não há de ser nada, comparado a não deixar saudades.
"Amor" é uma palavra assim, aberta, pra ficar mais fácil da gente gritar.



Juan B....

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Estava fumando sentado na pia da lavanderia, lá nos fundos da casa.
Fazia um começo de tarde maravilhoso de céu prateado, temperatura ambiente: 'geladeira aberta'. 'Talking Heads' pressionando a janela/escotilha do quarto até entreabri-la vazando música para o resto dos cômodos como uma enchente, chá de baunilha esquentando os dentes...
Não resistiu, começou a dançar!
Com direito a aquele requinte caprichado que a gente usa quando está dançando sozinho.
Em um certo momento fez um movimento mais brusco e o passarinho azul na gaiola do canto se assustou e entrou na casinha com estardalhaço batendo asas, espalhando alpiste e o assustando de volta.
"Animal idiota" - Pensou ele aborrecido indo até a cozinha pôr na louça a caneca de porcelana.
"Animal idiota!" - Pensou o pássaro taquicardíaco respingando água em si mesmo com o bico, lavando a cara.

Juan Barreto











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E os postes, que sempre sabem por onde você andou e quem estava com você?
Será que eles fofocam entre si nesse 'telefone sem fio' com fio?
Dias de sentimentos extremistas, ora é um copo, ora é uma piscina.
Perfume atrai abelha, suor atrai mosca.
Me irrito, pra variar.
Se eu tivesse bastante, bastante dinheiro, olhe....
Saudades na minha vida só como hobby ou só como rima.



Juan Barto















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O problema do bom, é que provavelmente não é fácil.
O problema do fácil, é que provavelmente não é certo.
O problema do certo, é que provavelmente não existe.

Respirar não se aprende, aprende-se a controlar a respiração.
E quem veio primeiro? O mar ou a areia?
Teu tato tatuado por tantas temporadas...
Trincamos têmporas, travamos trova até virar trovão...
Tirando e tornando a tirar e atirar.





Juan Barto





ANA LÚCIA

Ana Lúcia tinha um ano e era um bebê comum, ou seja, pequeno e com aqueles dedinhos naqueles pezinhos exalando a Johnson & Johnson que dão vontade de morder.

Ana Lúcia agora tinha sete anos e era uma criança que já apresentava nuances de uma personalidade maciça. Gostava de brincar de esconde-esconde, de amarelinha, de pega-pega, de pega-bandeira... Ou seja, de qualquer coisa que envolvesse correr e pular simultaneamente – aleatoriamente – necessariamente! Mas sem mais nem menos ficava a tarde toda parada, hipnotizada, cercada e entregue a mercê de livrinhos pra colorir, gibis já coloridos e livros sem cor nenhuma, apenas letras.

Assistia desenhos animados para crianças, seriados adolescentes e também filmes de adultos que via escondido de madrugada com a televisão ligada no mute.

No seu repertório de comidas favoritas estavam coisas simples como sanduíche de mortadela, suco de laranja, café com leite... Contanto que sua mãe tirasse com uma faca as bolinhas brancas de gordura da mortadela, pois tinha um nojo absurdo delas, o suco de laranja devidamente coado assim como o café com leite já que tinha repulsa aos gominhos da fruta e as bolinhas de leite em pó que se formavam e ficavam boiando aglomeradas impedindo que o líquido fluísse mais facilmente.

Tinha sido abandonada pelo pai mais ou menos nessa época. Sua última lembrança dessa pessoa era a dele entrando em um fusca vermelho que fedia a cigarro com uma malinha, lhe sorrindo de dentro do carro e dando uma ré da sua vida pra nunca mais voltar.

Mas é costume do tempo passar e ele passou.

Ana Lúcia tinha onze anos e era ainda uma menina, mas já sabia o significado e o preço de ser idiossincrática.

“Idiossincrasia: Maneira particular que cada um tem de ver sentir e reagir perante aos fatos comuns"

Ana Lúcia não recebera da avó apenas o nome, mas também o gênio! Um gênio com resquícios de tequila mexicana.

Seus treze anos vieram torná-la volúvel e de uma imprevisibilidade previsível e paradoxal assim como somos todos nós aos treze anos, essa época de nossas vidas em que tudo é tão extremo. E estava só começando! E ela nada podia fazer.

Ana Lúcia não gostava e nem desgostava de alguém ou alguma coisa. Ana Lúcia AMAVA ou ODIAVA alguém ou alguma coisa.

Aos quinze anos uma das suas maiores descobertas, ao contrario de qualquer outro adolescente normal nessa idade, não foi nem a maconha, nem a bebida e nem o sexo, mas sim os livros! Abraçou o hábito de ler com unhas, dentes e pélvis. Mas ler livros interessantes, não essas baboseiras que as pessoas acham interessante achar interessante. Ou pior, as coisas desinteressantes que faziam as pessoas se sentirem culpadas por as acharem desinteressantes como as que mandavam ler no colégio, por exemplo... Puta que pariu!

“O ATENEU? EU VOU TER QUE LER O ATENEU?!” – E jogava o livro no chão do banheiro do colégio e pisava.

Nada contra os clássicos, mas ler uma coisa que você precisa parar a cada quinze segundos pra procurar um significado no dicionário é como tentar meditar com o dedo enfiado no cu. É tomar sopa de garfo! Quando vão entender que Machado de Assis é tão foda que é como se fosse um chefão de fim de fase do vídeo game? Você precisa suar, ralar, estar pronto, ter bagagem pra encará-lo. É necessário merecer compreendê-lo e sair transformado desse encontro, se não, é dar pérolas aos porcos. É falar de física gravitacional com esquilos. Você põe o mais foda logo de cara pra essa galerinha acostumada a ler revista capricho assusta e desestimula.

Ana Lúcia amava Mário Quintana, Fernando Sabino, Luís Fernando Veríssimo, José Saramago e um inglês chamado Sherlock Holmes.

Quem lê escreve e com ela não era diferente. Era dona de um senso de humor bastante irônico e isso se refletia em sua escrita. Como da vez em que surpreendeu quarenta e cinco pessoas, entre colegas de classe, pais e professores ao ler em voz alta o poema que fizera para seu pai em homenagem ao dia dos pais. Para o mesmo pai que a abandonou quando era criança.

“Só queria dizer

O quanto eu não preciso de você.

Você é como um cavalo campeão de corridas

Que quebrou a perna antes mesmo da saída.

Tinha tudo pra ser tudo e acabou não sendo nada.

Sinto sua falta tanto quanto da casa na praia que eu nunca tive.”

Era movida a música e escutava de quase tudo. Conseguia ir de “Iron Maiden” á “Los Hermanos” no mesmo quarto de hora, no mesmo quarto de dormir. Escrevia blues e não os musicava. Inventava jingles e não dizia a ninguém.

Assim como somos todos nós aos quinze anos, Ana Lúcia estava sempre deslumbrada por alguém ou por alguma coisa. Ou por uma música nova que ouviu não sabia aonde, por um novo sabor, por um novo galã de cinema ou por um carinha novo da escola!

E o tempo passando. E o tempo assando.

Ana Lúcia tinha dezessete anos e era uma moça que estava apaixonada de verdade pela primeira vez. O mal que todos nós somos acometidos quando temos dezessete anos.

O ‘mal ‘em questão, já era maior de idade, trabalhava numa lanchonete, morava só e atendia pelo nome de:

“Paaaaulo!” (suspira)

E foi com esse rapaz...

“Paaaaulo!” (suspira)

... Que Ana Lúcia deu inicio a sua temporada de aprendizado.

Aprendeu o gosto do beijo, o gosto do sexo, o gosto do gesto e o gosto do desgosto. Aprendeu o significado de "muita vela pra pouco defunto". Aprendeu que ficar horas ao lado de quem se gosta simplesmente não fazendo nada é tudo! Aprendeu que o relógio não funciona sob pressão.

Aprendeu a beber, aprendeu o que beber, aprendeu que beber de mais não é bom, aprendeu a gostar, aprendeu a fingir que gostava para se entrosar, aprendeu que o ato de ‘se entrosar’ já era o maior fingimento já que as pessoas interessantes meio que nos encontram sozinhas. Aprendeu que a vida é curta e as histórias compridas. Mas foi justamente com esse rapaz...

“Paulo”... (lamenta)

... Que Ana Lúcia aprendeu o gosto amargo e pastoso da traição.

Azar. O azar é aquele detalhezinho que ninguém dá importância, mas que faz um estrago enorme! Como um espermatozoide, só que do caos.

Naquela tarde de abril, Paulo recebeu uma saraivada de azares de Deus. Listar todos seria trabalhoso e enfadonho, mas alguns não podem deixar de ser ressaltados.

Um: Ele não foi trabalhar na segunda feira e ligou para o chefe e pra namorada dizendo que estava doente. Mas era mentira.

Dois: Ele até cogitou a existência nata do instinto materno que faz toda mulher querer cuidar de seus doentes e até pensou na ideia de Ana Lúcia passar na sua casa pra saber se o namorado estava se sentindo melhor DEPOIS da aula... E não antes.

Três: Ele havia dado a chave reserva da casa pra ela certa vez em que estava bêbado e não se lembrava.

Quatro: Ele caiu em tentação.

Cinco: A tentação estava caindo nele. De boca! Estava sendo chupado pela vizinha loirinha bonitinha no exato momento em que Ana Lúcia adentrou teatralmente o ambiente com seus livros e cadernos numa das mãos e uma sacola com aspirinas e dvds de filmes de ação na outra.

Azar, pequenas sacanagens de Deus que neste caso deixaram Paulo completamente sem escapatória.

Mais do que raiva, Ana Lúcia sentia nojo! E mais do que nojo, Ana Lúcia sentia raiva!

Viu todas as suas concepções do que era amor, do que era gostar, do que era confiança, do que era lealdade indo fossa à dentro e ladeira a baixo.

Como a temporada de aprendizado tem hora pra começar, mas não pra terminar (porque morte não é fim e sim, mais uma lição) o que Ana Lúcia mais aprendeu foram as coisas que ninguém a ensinou. Coisas que a própria Ana Lúcia teve que se ensinar, como por exemplo, a cair e sobretudo a se levantar, porque de onde veio essa viriam outras mais e o truque era exatamente esse: Não evitar que coisas ruins aconteçam porque além de ingênuo é idiota. Tinha mais era que aprender a desviar das flechas, caminhar sobre o braseiro e beber água, muita água mesmo quando não estivesse com sede. Por precaução.

E o tempo mais uma vez corroendo a vida de Ana Lúcia.

Se por um lado aos vinte e um estava debutando na fase dos vinte e poucos, aos vinte e três estava na paranoia de que tinha quase vinte e cinco, espírito fazendo bodas de prata.

Aos vinte e sete era enfim mulher. Percebeu que seus "vinte e sete" eram os "vinte e cinco" da melhor amiga, os “dezenove” da colega de trabalho que era muito madura para a própria idade... E na sua condição de pessoa ímpar foi desmistificando essa máxima de que número é uma ciência exata, a paciência não é uma ciência exata, ninguém é feito em molde, nem irmãos gêmeos!

O empirismo é forte, mas não é cem por cento.


Juan Barto
O irônico é que só sabemos se o novo é realmente bom quando ele já está velho, mas ai, independente de qualquer coisa, o impulso natural humano é de procurar um novo 'novo'.
Então, de certa forma todo mundo sai perdendo um pouquinho.
A gente fica com aquela sensação de que engoliu uma camisa molhada torcida.
O mundo é um tubo de ensaio.
Encarei, mas corei.
Foi bruto e  abrupto.
Dias ruins as vezes são trigêmeos e minha esportiva essa semana foi pega no  anti-doping.



Juan Barto

















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Nem trela, nem trago, não te darei mais nada.
Seu gostar, de tão subjetivo, perdeu o objetivo.
Bom, dizem que gelo conserva..veremos...veremos...
Ouvirei dessas línguas velozes e furiosas que não são imprensa, mas são espessas, lapidando e lambuzando fatos como chiclete.
Uma imagem vale mais que mil palavras, mas mil palavras não valem uma atitude.
Coração eletroencéfalopunk, eletroencéfalogreat.
E se meu piercing furou minha alma e todos esses psiu's que ando escutando não forem pra mim, e sim, de mim?
Você que diz não gostar de rótulos...por isso que não sabe diferenciar as garrafas e vive bebendo água sanitária achando que é suco. Clareando seus dentes só pra manter vivo o provérbio de que não há um mal que não traga um bem.
O que esperar de tudo isso? Apenas que meu ônibus chegue logo.




Juan Barto












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Não queria ser como esses sonâmbulos, que caminham lânguidos em cima do galho mais alto da árvore mais alta e não acordam nem caem.
Talvez os sonhos sejam feitos de gás hélio...Não se sabe.
O que se sabe é que a arrogância é!
Te faz flutuar, mas também te faz falar engraçado.
Relaxou o juízo e tentou dormir, pra poder crescer pra dentro.
Não queria azedar a alma, afinal, desafinar é tão fácil que acontece até sozinho.

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O mundo é redondo, mas a vida é pontiaguda.
Você é apenas uma almofada de alfinetes.
E saiba: O que não te mata SE fortalece.

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A paixão é como chuva, ficamos sedentos e saudosistas quando passa muito tempo sem ter. mas quando vem, só nos pega naqueles exatos momentos em que precisamos muito ir a um compromisso em outro lugar.
Essas ironias vão nos emputecendo devagar, como o amadurecer de um morango.
O amor é mais simples, é nadar nu numa piscina gigante de bolinhas.
Aceite e receite.



Juan Barto.


LOVE ME E OUVE-ME!

Bate no peito pra dizer que é homem, bate no outro pra dizerem que é macho.
Bate ponto em frente a televisão, bate os dentes de solidão.
Bate carteira e ninguém percebe.
Bate punheta-bateria, bate porta à noite na BR.
Neve é caspa de Deus batendo cabelo na boate.
A vida tem bastante batentes e batalhas de bate boca, fico besta, bate record!
Não bata em quem bota,
por que bate e volta.
Bom senso é software livre, tá ai só esperando você usar!
Já tive rival, já tive revival e hoje eu tenho algumas ex coisas e muitas futuras ex coisas pra conquistar.
O sol é quem vê pessoas nascendo e se pondo todo santo dia!




Juan Barto
Seus olhos não conseguem ver além da sua cabeça.
Seu desinteresse foi tão gritante que acordou o meu orgulho. 
Mirei, errei, que horror! Mau-humorei, mas já morei no morro e não morri. 
Sem pressa, se é pra sempre.
Fazer uma mesa redonda com as vozes da minha cabeça.




J.Barreto




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Esse sono fora de hora me fez crescer todo torto, que nem um cabelo cortado ao mesmo tempo por várias mãos diferentes, ficando com vários tamanhos e propósitos distintos.
Desigual como a vida.
Minha cabeça de retalhos-de-detalhes e meus pensamentos cosidos com linha de raciocínio, cozidos com cebola e salsa.
Lavagem cerebral à seco.
Eu cresci e cresço mesmo sem me caber, como um dente ciso, mesmo sem me notarem, como uma boa ação.
Como uma raiz que incha, empurra até descolar o azulejo do cimento.
Coração deposto do cargo, os olhos é quem estão no volante agora.
Eu sou uma travessura, eu sou uma travessia.




...........Juan Barto...........
Hoje entrei num lugar e senti fortemente o cheiro de 2005 tentando me acinturar de mansinho.
E eu deixei.
Foi como tomar um drink telepático com um amigo querido que não via há tempos.
No sentido  não dietético da palavra 'saudade'.
A felicidade  nunca é totalmente crível, mas é tolamente verossímil.
'Esforço' é marido da 'força'
Escrevo sim, sempre que tenho uma mão a mão...
Exclamação é um ponto final de pau duro!



Juan Barto




















RANZINZA E CINZA

Eu fico nessa de ser o médium, servindo de ponte entre o mundo dos vivos e o plano das ideias.
A parteira, só trazendo e entulhando palavras órfãs nesse diário de bordo. Ah, vão pra boca que pariu!
Somos hoje, uma releitura do que fomos ontem e isso não significa ser melhor, mas devia!
Você é a prova literalmente viva de que seus pais não ouviam os pais deles.
Afeto virou feto. Fato.
'Vida' é só mais um dos planos infalíveis do Cebolinha.
Torço pra que um dia consigam colonizar meus sorrisos, transformando minha boca cada vez mais em pérolas e menos em concha.




Juan Barto

OS CHESTERS 2



Assista,divirta-se e divulgue!


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-Onde diabos você estava?
-Aonde eu não devia. E como não devia, podia andar sossegado sem medo de cobranças. Ócio em excesso, assim como todo o resto, é veneno. Tem uma hora que se você não der um descanso, ele entra em crise de identidade e vira cotidiano e cotidiano mata, assim como todo veneno.
-Te digo que cansei de jeito. Dê jeito! Dejeto! Tudo é dejeto! Quando não é o cheiro do lixo, é o gosto do saco plástico na boca do estômago.
-Olha....
-Escuta! Vira ano, entra outro e sai mais um, e as costas das minhas mãos virando papel machê e meus sonhos virando cola de isopor! Meu vocabulário é como uma calça jeans que não serve mais, não combina com nada! Nem com camisa preta! E quando dizem "Bom, combina com você!" só me faz sentir pior! Eu não quero combinar comigo! Cansei de só poder gritar em horário comercial, pra não acordar os vizinhos. Sendo que angústia é que nem dor de dente, só deixa pra doer de noite. O que fazer?
-Trouxe pra você um casaco de pele, também conhecido como "Abraço".
-Eu... eu não sei o que dizer...
-Era tudo o que eu queria ouvir!
Se abraçam e se beijam massageando suavemente a bochecha de um com o nariz do outro.
As curvas mais bonitas das mulheres estão no rosto...


Juan Barreto


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É o mesmo princípio da tatuagem: Só o que dói, só o que sangra fica pra sempre.
Figa pra sempre...
Desafobar e desabafar.




Juan Barto




OS CHESTERS (EPISÓDIO PILOTO)


   
Meu mais novo filhote...Assistam e divulguem se não for pedir muito!




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A maior manifestação de egoísmo que se pode ter, e todo mundo tem, é querer que aqueles que amamos morram de velhice e aqueles que não gostamos, de mesmice.
Pode pegar minhas manias, mas depois coloca no mesmo lugar onde você achou.
Por falar nisso, peguei uma chata de te desenhar em vidros embaçados.
Rave noir em meu coração!



Juan Barto



Lágrimas tem sotaque, escorrem pelo rosto de barba-praça, que parece um labirinto, como um lençol freático, pulam do queixo como se fosse um precipício e caem no tapete escuro do quarto fazendo 'Dji' e Txi'' ao invés de 'Di' e 'Ti'. 
Eu e minha mania de começar finais, de finalizar começos e de permear e pernoitar sempre no meio porque o meio é quentinho.
Mas como em todo banho morno, quando se sai da água o frio vem dobrado.
O meio modifica o ser e o ser modifica o 'será', transformando-o em 'seria'.
O ruim de quando se fica muito tempo quieto é que a solução é ficar mais quieto.
Crescer dói nos ossos.
O carinho está nos detalhes. Está em quem lembra dos detalhes...



Juan Barto


                            
Eu tento aplicar na vida as regras do "uno", mas tem pessoas que eu não quero pular, tem 'noves' que eu não quero bater e tem 'setes' que eu não quero calar.
Tem as cartas de descarte, inúteis no quesito 'ataque'.

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Quem precisa usar muitas preposições numa frase simples... Desconfie.
É o tipo de pessoa que geralmente não presta, porém, se presta a cada coisa...

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Eu bebo cerveja e choro soro caseiro, sou quase um alambique.
Nada como uma "Bad" das boas, pra perceber que viver é batalha naval.
Você afunda algumas coisas dos outros sem nem ver e o contrário também acontece.

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Jambos inertes sangrando cor de vinho na calçada do vizinho, atraindo moscas.
Cada um tem o urubu que merece.



Juan Barto
Tudo aquilo que mais gostamos, um dia vai acabar nos matando.
Nem que seja aquela posição gostosinha de dormir, mas que te fode a coluna  no dia seguinte.

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Faz uma torta com as maçãs do teu rosto e me dá um pedaço, porque olhar não tira pedaço, logo, não enche barriga.
Tenho tanta fome, que te lamberei até sair a tinta.
Mamilos: Tunning & volume / Pau: Eject
Sexo é eixo ou queixa.


Juan Barto


Com as merdas que me atiram, faço esculturas à la Patrick Swaze em Ghost.


Juan Barto
Rabisco numa agenda: "ME DEIXA, MAS DEIXA UMA MADEIXA QUE SEJA!"

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Acordei!
É sempre assim, mas não vai ser assim pra sempre.
A gente tende a escovar mais os dentes que aparecem no sorriso.
Pra terminar a rotina matinal, entre 'Muffins' and another stuffs, eu vi um 'Smurff' entre as 'Smirnoffs vazias aglomeradas embaixo da pia da lavandaria.
Enquanto fumo, olho pela janela do meu quarto e percebo que as nuvens são o negativo das árvores.
Percebo também, que eu tenho um corpo 50% algodão e 50% poliéster, polifônico, politeísta, polígono, polígamo,'Poly 1.6 'ponta grossa', porém, pole position não garante champion nem champagne no final.

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Ônibus lotado meio que mastiga você e te cospe na rua todo amassado, como se fosse um chiclete sem gosto, e ai é você tentando se esquivar dos suores estranhos e de estranhos suados até chegar no seu castelo de louças e roupas sujas chamado 'lar'.
Tarde arde.
Calor! Ando meio desbotado de tanto banho.
Dormir é ir...Sonhos são cicatrizes psicológicas.
Dormir é 'Fade out' pro preto....



Juan Barto
Foto: Juan Barto




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SUICÍDIO Cntrl Z

Ah, quem me dera uma pistola que saísse bandeirinha escrito 'PÁ!' pra eu me matar.
Atiraria na cabeça pelo menos todo dia sem pensar nem exitar.
Sem sujar minha camisa, sem sujar minha mobília, sem sujar o nome da família, sem sujar as paredes e o tapete do apê.
Suicídio tarja preta, suicídio controlado, suicídio Cntrl + Z.
Quem é que não ia querer?




Juan Barto

PEN (SAMENTOS) DRIVE (ME CRAZY)

Pensamentos, se desse para penteá-los ou pelo menos prendê-los em um coque pra que parem de cair nos nossos olhos...
Os meus, são como um cachorro que vira e mexe se encontra perdido, mas sempre sabe o caminho de volta pelo cheiro.
Só quem sabe o que se passa de verdade na nossa cabeça são os nossos cabelos, e é por essa razão que eles são mudos.
Cafunés não podem roubá-los, no máximo seduzi-los, que é uma forma de roubar dando algo em troca.



Juan Barto




O boneco de papel pardo, com seu caráter mal cortado e sua cabeça cheia de arestas deixou a cidade cenográfica fazendo papelão.
Essa história tem gravuras. Foi grave mesmo.
Te desejo água, muita água papel de pão, pra ver se você se recicla e vira algo que preste.
Reencarne em rolo, limpar a merda alheia vai lhe fazer bem.Vai te dar a humildade que você desconhece.
Eu sou que nem ampulheta, meu negócio não é com ponteiros e sim com o prazer do prazo.
Mas quem tem inimigo é o Batman, eu não tenho tempo pra essas coisas.
Tenho tempo para amarrar os cadarços do meu tênis com hashis, mas pra isso não.
Mas tenha calma, tem o carma.




Juan Barto