As coisas, as pessoas estão lá, nos seus arbustos de acrílico cercados de espinhos
Nos seus jardins cercados de muros com pontas de cacos de vidro.
Com suas cercas elétricas, suas cercas acústicas e suas cercas 'Ao vivo MTV".
Seus dobermans patrulhando tudo, até espantalho armado eu vi!
E mesmo sabendo de tudo isso nós vamos lá sim, mendigar ao menos um 'tchauzinho' da varanda e acredita que as vezes nem isso acontece?
Dai apertamos a campainha e saímos correndo.
'Quase' não é vergonha, vergonha é 'nem'.
Não existe bem uma maneira certa.
Não existe uma maneira certa do bem.
O bem é muito mimético.
O mal é muito distinto: Se doer mais de um dia é do mal, não quero! Fora daqui!
Coração falou pra mim: "Mas tu já gosta de descer uma ladeira de chinela, heim!?"
Apesar de já conhecer essas ladeiras, afinal, minha vida tá que é Olinda, mas contra curva não há argumentos.
Tempo fechado, sinal fechado. Cara fechada, corpo fechado.
Quebrando o gelo, quebrando o silêncio, quebrando meus próprios tabus.
"A fumaça é o suor do cigarro. É a alma do negócio!"
A energia cinética das milhões e milhões de punhetas simultâneas que são batidas por segundo nesse país gerariam energia suficiente para abastecer uma cidade do tamanho da grande São Paulo por até dezoito dias sem precisar de outra fonte.
Canalize...
Descanalhize-se!
juan
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