Passamos boa parte da nossa vida fazendo as mesmas coisas, só que com pessoas diferentes, roupas diferentes, em dias diferentes, com olhares diferentes.
E boa parte dessa ‘boa parte’ tentando atrair pessoas novas que se encaixem e se acomodem nas nossas coisas antigas, nossas roupas antigas, nossos traumas antigos.
Dai os apresentamos as nossas músicas antigas, nossas fotos antigas, nossos amigos antigos contando nossas histórias antigas, até que o outro se sinta antigo também, se sinta em casa, de casa, para que num belo dia numa discussão boba ele escute um 'Eu quero é novidade!' assim na cara, dito com uma convicção que a gente nunca sabe mesmo se foi de verdade ou se disse só pra provocar, o que não deixa de ser verdade, mas é uma daquelas verdades ‘brincs’, aquelas verdades embrulhadas em papel de presente e com cobertura de chocolate! O que não deixa de doer.
E ai o antigo se sente velho. Se sente caquético, quebradiço, tolo, ridículo. Inconveniente, desnecessário e substituível.
A resposta ríspida que a pessoa que nós gostamos nos dá é uma pedra pomes na garganta.
Raspadas de lixa na cara. Bochechas vermelhas. Em carne viva.
Dai os apresentamos as nossas músicas antigas, nossas fotos antigas, nossos amigos antigos contando nossas histórias antigas, até que o outro se sinta antigo também, se sinta em casa, de casa, para que num belo dia numa discussão boba ele escute um 'Eu quero é novidade!' assim na cara, dito com uma convicção que a gente nunca sabe mesmo se foi de verdade ou se disse só pra provocar, o que não deixa de ser verdade, mas é uma daquelas verdades ‘brincs’, aquelas verdades embrulhadas em papel de presente e com cobertura de chocolate! O que não deixa de doer.
E ai o antigo se sente velho. Se sente caquético, quebradiço, tolo, ridículo. Inconveniente, desnecessário e substituível.
A resposta ríspida que a pessoa que nós gostamos nos dá é uma pedra pomes na garganta.
Raspadas de lixa na cara. Bochechas vermelhas. Em carne viva.
De qualquer forma nos faz pensar a respeito e nos faz pensar em respeito.
Silêncio não é o mesmo que paz.
Fazer as pazes não é o mesmo que paz.
Transformamos uma ofensa em crítica construtiva a cada vinte minutos, pedindo desculpas pra nós mesmos por coisas que os outros nos fizeram e fazemos isso em nome do equilíbrio. Da harmonia. Da ‘paz’.
Futuremos...
Todas as minhas previsões de futuro, as pretensões de presente e os pretéritos mais-que-passados, tudo muito genérico, tudo até bom, mas bom não é ótimo.
‘Ótimo’ seria maravilhoso!
‘Ótimo’ seria maravilhoso!
Juan Barreto
| Foto: Juan Barreto |
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