Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.
Mas eu admiro em certa instância e a certa distância as pessoas falsas.
De verdade!
A coragem que o falso economiza na hora de falar na cara da pessoa aquilo que ele fala depois por trás, é canalizada e compensada em triplo na hora que ele vai cumprimentar cheio de sorrisos e abraços essa mesma pessoa quando a vê nos lugares, arriscado de peito aberto a, entre outras coisas, tomar um belo murro na boca!
Mas o falso tem nervos de aço,  já que dedica boa parte de sua vida a perambular pelo campo da corda bamba e da incerteza sem nunca saber ao certo se sua vítima conhece ou não a sua obra.
O falso prostitui diariamente o conceito de 'audácia'.

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Outro tipo a ser analisado é a tal da 'personalidade forte'.
Isso é apenas um personagem birrento, bisonho e bizarro que as criaturas criam pra obter licença poética, receita médica pra serem estúpidas com quem quiserem quando der vontade.
Não passam de crianças mimadas carregando um alvará que as autoriza a serem insuportáveis, mas o que essas pessoas fingem não perceber é que esse documento não é válido em todo o território nacional.
Só é aceito no continente das realidades paralelas onde elas, por acaso, são presidentes da república do próprio umbigo.



Juan Barto