Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.
Estrangulou os lábios dela pressionando sobre eles seu indicador direito, indicando que a fala ali, naquele momento, trincaria taças, geraria tosses, enfim, azedaria o feijão.
Ninguém aprecia o som delicioso de um portão que não range até que ele começa a ranger.

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Era um cego visionário, não se importava tanto assim em estar perto do fim, imaginava que morrer é parto pra porto perto, onde o celular não pega, mas o ar puro compensa.
Achava a vida massante, mas com bordas crocantes, e o ''orégano'' dava sabor a pizza.



Juan Barto