Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIAS.
O ser humano é um vinho caríssimo que a medida que a bebida matura, a garrafa vai amassando.
O tempo poda o que é foda e fode o que pode,
deixando a gente sempre com a sorte entre a vida e a morte.
O tempo avança pra cima da minha casa dia após dia silencioso, que nem mato crescendo.
Obscuro, que nem sobrancelhas de monstro.
Sonso e manso como uma onda cinza morta, que só vem, se acumula e não volta.
O tempo me faz ir dormir toda noite com medo e acordar todo dia assustado.
Dai penso que coveiro não deixa de ser um jardineiro e relaxo.
'Não entendi' pode não ser a frase que eu mais digo, mas com certeza é a que eu mais penso.






Juan Barto

Foto: Juan Barto