Funcionário do mês

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Por que será que mesmo o homem atual estando envolto em ferramentas tecnológicas cada vez mais modernas e imediatas no que diz respeito a comunicação, mesmo assim não consegue resistir a tentação de ir para o meio da rua interagir à paisana interferindo na paisagem urbana?
É como se de forma inconsciente / inconsequente ele quisesse matar dez milhões de coelhos com uma borrifada de spray só, transformando a cidade inteira no seu mural de recados, na sua ata de reunião, literalmente no seu muro das lamentações chapiscado com opiniões destampadas e estampadas à céu aberto.
Será que a necessidade primal e latente que cada um de nós têm por se expressar é a responsável por fazer com que esse "hommo onlines" prefira expor suas intimidades nos out-doors informais do mundo extra-virtual do que em uma tela (de led) em branco?
O que se sabe, é que toda semana amanhece impresso na porta de alguma loja do centro, no asfalto com toco de giz ou na calçada com caco de gesso pelo menos um "eu ti amu" bem grande (para quem quiser ouvir) escrito certo por gramáticas tortas.



Juan Barto