Funcionário do mês

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Não entendia como as pessoas antigamente tinham máquinas de datilografar e vizinhos ao mesmo tempo.
Principalmente se pensar em vizinhos de apartamento, o chiado desse vinil era consideravelmente alto.
Além de bic não ser pro seu bico, enxergava poesia naquele mini caractere de chumbo se erguendo de uma multidão de mini caracteres de chumbo decidido, firme e rascante como um jogador de vôlei no momento do saque, um após o outro numa certa ordem como ingredientes de uma sopa, coreografados como continência de soldado, dando testadas violentíssimas na lona em formato A4 que estala com o tranco e cheira a sangue fresco, sangue negro carimbando o papel que foi chicoteado letra por letra até que a cicatriz formasse uma palavra.
Mas por outro lado....
Computadores eram tipo uma pistola  automática com silenciador.

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Estava esperando o seu vagão quando ouviu um cara falando ao celular perto dele

''- Querido, a verdadeira estrada de tijolos amarelos que conduz ao mundo fantástico de Oz são os táxis engarrafados por quarteirões aqui no trânsito de Nova York. Como eu não tenho o menor interesse em ir pra Oz, eu estou indo de metrô pra um festa na casa de doces da bruxa!"

Não lembrava  de jeito nenhum como, mas Franklin acabou indo parar nessa festa com esse desconhecido do metrô.
Aceitou uns temperos opacos 'alucilógicos' oferecido por uma ruiva com cara de boneca de porcelana.
Sabia que deveria ter dito não, mas ruivas são como os gatos, eles podem arrancar nossos olhos facilmente com as unhas a hora que quiserem, mas preferem nos seduzir, nos persuadindo sutilmente com sua fofura enigmática até que sintamos vontade de arrancá-los por vontade própria e implorarmos de joelhos fazendo vozinha de bebê para que eles os aceitem como presentes.
Achava irônico que a palavra que melhor definisse a humanidade fosse 'cachorrada'!



Juan Barto