Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.

ANTIBIÓDIO

[ Um paga água e luz.
O outro paga com domínio.
Cor? Pus nos corpos nus... ]

Colocou aquela lembrança dobrada em quatro, dentro de um grosso livro debaixo de uma colina de outros grossos livros.
Nem armadura e nem armadilha, apenas respeito mal compreendido.
Desprezo ostentação, retruco com retranca.



Juan Barto

NO GUICHÊ

-Bom dia! Eu gostaria de tirar a 2ª via do 'amor', é que eu perdi o original.
-Preencher a ficha e aguardar.

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NA 4ª SÉRIE

-Você sabia que tem mulher que vira homem e tem  homem que vira mulher?
-Sabia, mas o homem que vira mulher não pode engravidar!
-É, não pode.
-Será que eles conseguem fazer cocô?
-O que é que tem a ver, Pedro Henrique?

Letícia, que estava na cadeira da frente aparentemente prestando atenção na aula, vira e fala:

-Júlia, eu ouvi bem? Ele falou a palavra c-o-c-ô?
-O que é que tem?
-A gente não usa essas palavras, Pedro Henrique. É feio.
-Ai meu Deus do céu, cocô é o jeito certo de dizer. Não pode falar é 'merda' nem 'bosta', idiota!

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NA TORA

O silêncio estapeava seus tímpanos como se amassasse e amaciasse uma massa.
Razão rasa, logo, se não tem ração, não tem reação da raça.
Rec(r)eio.




Juan Barto

CRAVO

Prefiro uma verdade nua e crua do que uma mentira fazendo strip-tease.
Ou você é de ventanias ou você é de penteados, as duas coisas não dá pra ser.
Quando estive com as gotas entre os dentes, mordidas e assopradas, escarrei e cuspi!
E limpei minha boca na suas coxas.



Juan Barto