Funcionário do mês

[ CRÔNICAS, CONTOS, POESIA CONCRETA ] [ ILUSTRAÇÕES ] [ FOTOGRAFIAS ] [ VÍDEOS ]
De quatro como uma mesa, os cabelos marrons derramados pelas costas, como uma poça de leite com chocolate, escorriam por entre os braços dela até roçar nos mamilos, duas seriguelas vermelhas, doces e maduras.
Aquela mulher era silvestre, era banquete, era boquete...
Aquela buceta aberta e lisa, parecendo uma carambola, o fazia reencarnar em si mesmo a cada erro e a gozar pra cima a cada acerto, como uma torre esguichando petróleo albino, bombeando feliz de dentro pra fora, extraindo o extrato e cuspindo a fatura que confirma a fartura.
Se sentia rico, pois tinha dentes e tinha o que morder.
O homem completo molhou o rosto mais um pouco naqueles olhos cor de coco,
que tinham o verde da casca e o branco do oco.




Juan Barto