Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.

DE ROCHA

Eu já fui lá no Bessa, que é longe a beça, tentar 'tirar a cara', mas não achei nada!
Já fui na Mangabeira do precipício atrás de uma 'parada' e bati na porta errada.
Minha sorte transparente, minha sorte já na 'baga'.
A viatura 'torou minha lombra' logo na entrada
do Beco das galinhas e 'embaçou' em Cruz das armas.
Por causa de um 'pega' a polícia te pega,
te dá um 'baculejo', te algema e te leva.
Será que devolve?
Eles tem teu nome
eles tem revólver!
O preço de um 'beck' pela hora da morte, e uma hora dessas, é certo que no Rena uma belota já tá a preço de 'dóla'.
A galera é foda, se imprensa na roda
dinheiro que é bom, ninguém colabora.
Uma 'livrança' até que rola, só não pode toda hora.
O nome disso é 'cola'.
Sem onda, sem 'intera', nem choro e nem vela, nem 'fino' e nem 'chára'.
'Na vera''véi'? 'Na paula' um 'prensado' mal chapa, num instante acaba e quando acaba só tem casa.
Bancários só tem casa, no Altiplano só tem casa.
Na Torre e no Castelo só tem bar e só tem casa.
Manaíra só tem doce, Manaíra só tem pose.
No Centro é só loló e no Timbó só tem pó.
Pode crer . . . pode crer . . . pode crer . . .  pode crer.
'De baixa', JP!
Pode crer . . .
'De rocha!'
Pode crer . . .
Pode crer . . .


Juan Barto
Paixão é um (trans)tornado que passa fustigando tudo, arrancando as nuvens pela raiz, fazendo barulho de velcro, descosturando as coisas do chão e as destroçando crocantes em pleno ar.
Ao contrário do que muitos pensam, amor  não é o que a gente reconstrói com os escombros, mas, sim, a decisão de reconstruir.




Juan Barto