Funcionário do mês

CRÔNICAS, CONTOS E TEXTOS POÉTICOS, NÃO POESIA.
Tentando ser grande como um móvel precisa ser, se quiser esconder direito tantos fios emaranhados
e evitar o embaraço do dono da sala, mas só eu sei das minhas desistências abortadas.
A treta me espreita na street estreita. Troco de traje, de trejeito, de trajeto e não tem jeito, não dá certo.
Vou passando pela vida despercebido como o sotaque da mão de um mudo, como um liquid paper derramando no ártico ou qualquer coisa caindo no índico.




Juan Barto