Funcionário do mês

[ CRÔNICAS, CONTOS, POESIA CONCRETA ] [ ILUSTRAÇÕES ] [ FOTOGRAFIAS ] [ VÍDEOS ]
Eu moro sozinho num factoide abandonado, pensando vez ou outra ''que seja etéreo enquanto dure!''.
Nos meus delírios, decoro as paredes das suas coxas com minhas entonações faciais.
Minha língua risca sua virilha como a agulha de uma vitrola tocando um vinil venéreo, chupo seus coloquialismos sem me importar com os chapiscos. Descubro que és feita de chá de flor.
Meus dois dedos fincados querem te discotecar. Mordo com vontade seu antebraço, como um pintor que assinala a obra no cantinho do quadro.
Nas manchetes mofadas dessa manhã: ''Errar é humano. Corrigir o erro é sobre-humano.''
Sobre humanos: Há pessoas que ficam (n)à vontade com a falta de (a)deus no coração.



Juan Barto