<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140</atom:id><lastBuildDate>Mon, 28 Dec 2009 07:32:45 +0000</lastBuildDate><title>Café vermelho</title><description></description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>216</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-8128520947287301533</guid><pubDate>Thu, 24 Dec 2009 20:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-26T07:14:58.112-08:00</atom:updated><title></title><description>Saudade é uma espécie de cegueira.&lt;br /&gt;Você escuta as coisas ao seu redor e até decorou onde elas estão, mas você não consegue vê-las.&lt;br /&gt;Tentar pegá-las no escuro corre-se o risco de derrubar e quebrar.&lt;br /&gt;Quem provoca saudade&lt;br /&gt;Leva um pedaço do outro na bolsa e nem sabe&lt;br /&gt;Tudo meio que vai para o país dos dentes arrancados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-8128520947287301533?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/12/saudade-e-uma-especie-de-cegueira.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-5832651637543358111</guid><pubDate>Tue, 22 Dec 2009 00:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-27T22:39:09.683-08:00</atom:updated><title></title><description>-Vamos menina, conte-me sua história triste&lt;br /&gt;-Estou esperando terminar um capítulo. Ler no meio do parágrafo, assim do nada é estranho e você pode não entender.&lt;br /&gt;-Sempre gostei disso em você, sabia?&lt;br /&gt;-Isso o que? - Pergunta ela sorrindo desconfiada abraçando-o.&lt;br /&gt;-Sua maneira de ver as coisas. Essas suas metáforas são certeiras! Descortina mesmo e a gente consegue entender de uma maneira clara o que você quer dizer. Por um segundo eu vejo o que você vê exatamente como você vê. Por trás de teus óculos, e eu gosto. É tipo sapato velho, mas confortável.&lt;br /&gt;-"Sapato velho confortável". Ram, você também é bom nisso de metáforas.&lt;br /&gt;-Aprendi com a melhor.&lt;br /&gt;-Que piegas meu Deus! Forçou! Forçou!&lt;br /&gt;-Forcei nada. Sabia que eu tenho uma listinha de frases que eu quero dizer antes de morrer? Já consegui dizer “Motorista, siga aquele carro!” o que aliás, foi engraçadíssimo, mas ainda faltam clássicas como:“Gepeto, agora eu sou um menino de verdade!”,“Hasta la vista baby”, ou “This is Spartaaaa!!!", se bem que esse último é bastante difícil de se encaixar numa conversa cotidiana.&lt;br /&gt;-Hahahahahaha&lt;br /&gt;-E algumas frases mais que não vou dizer porque você pode roubar.&lt;br /&gt;-É, eu faria isso.&lt;br /&gt;-Hahahahaha&lt;br /&gt;-Bobo&lt;br /&gt;(Silêncio)&lt;br /&gt;(Silêncio surdo)&lt;br /&gt;-Não falar?&lt;br /&gt;-Ando enjoado da minha voz, sabe. Eu a escuto o tempo inteiro, todos os dias, toda vez que eu falo lá está ela. Prefiro ouvir a sua.&lt;br /&gt;-Ah, mas que pena, eu gosto tanto da sua. E da sua mão&lt;br /&gt;-Mão? Só uma? A outra é a irmã feia?&lt;br /&gt;-Hahahaha não idiota! - Ela tem uma pequena crise de riso&lt;br /&gt;-Teus olhos riem junto contigo. Sempre achei isso lindo. Olhos de meia lua.&lt;br /&gt;-Sou bruxa – Diz corando de leve &lt;br /&gt;-Deve ser.&lt;br /&gt;-Ei, depois grava tua risada no meu celular.&lt;br /&gt;-Tem medo de esquecer é?&lt;br /&gt;-Não, mas quando eu disser que conheço a risada mais gostosa do mundo, quero ter como provar.&lt;br /&gt;Ele agora é quem cora com força. Ela retoma.&lt;br /&gt;-Eu preciso ir.&lt;br /&gt;-Você devolveu o livro do Elton?&lt;br /&gt;-Ah, deixei com a irmã dele na biblioteca hoje de tarde, mas ele nunca me devolveu meu cd do ... Ah, Elton é foda! Bandido, não devolve as coisas dos outros.&lt;br /&gt;-Meu cd de quem?&lt;br /&gt;-Oi?&lt;br /&gt;-Meu cd de quem?&lt;br /&gt;-Não vou falar!&lt;br /&gt;-Hahahaha, fala ai pô!&lt;br /&gt;Ela suspira tomando coragem e fala:&lt;br /&gt;-Duran-Duran&lt;br /&gt;-Ah!&lt;br /&gt;-Vai! Pode frescar!&lt;br /&gt;-“Don't save a prayer for-me now, Save it 'til the morning after. No, don't say a prayer for me now, save it 'til the morning after” &lt;br /&gt;-É isso ai."Save for a prayer" &lt;br /&gt;-É linda&lt;br /&gt;Ela olha desconfiada pra ele.&lt;br /&gt;-Sério! Por que você acha que eu sei a letra?&lt;br /&gt;-É linda mesmo&lt;br /&gt;-Deu vontade de ouvir&lt;br /&gt;-Pega meu cd com o Elton e fica pra você.&lt;br /&gt;-Ah, obrigado!&lt;br /&gt;-Eu tenho que ir.&lt;br /&gt;-Eu ouvi da primeira vez.&lt;br /&gt;Ela não soube o que dizer então baixou a vista para seus próprios sapatos e deu uma olhadinha pra esquerda pra ver se o ônibus vinha.&lt;br /&gt;(Silêncio com gosto de algodão na boca)&lt;br /&gt;(Silêncio balão murchando)&lt;br /&gt;-“Você vai ser feliz lá onde você tá indo?”&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;-Frase de “Apenas o fim”. Esse filme também é muito bom. – Ele engole em seco tímido e pergunta outra vez: &lt;br /&gt;-“Você vai ser feliz lá onde você tá indo?”&lt;br /&gt;-Eu estou indo pra casa. - Sua voz parecia fraca e sem convicção.&lt;br /&gt;Ele a olhou como quem dizia "Não foi isso o que eu perguntei". Ela pensava à mil, quase fazendo aquele barulho que os computadores fazem ao ler um cd. O filme que dizem que passa da nossa vida diante dos nossos olhos quando a gente tá pra morrer, não é quando a gente tá pra morrer, e sim quando temos que tomar uma decisão importante assim, na hora. Ai sim passa filme, passa tempo, passa tudo.&lt;br /&gt;-Nã..não, eu acho que não. - Gaguejou nervosa tirando alguns cabelos do rosto.&lt;br /&gt;-“Então por que você não fica?”&lt;br /&gt;Ela desviou os olhos. Simplesmente não conseguia encarar as pupílas dele. Queimavam!&lt;br /&gt;O filme virou um liquidificador na sua cabeça. Um redemoinho. Tudo girava e ela começou a chorar.&lt;br /&gt;Ele a abraçou. Não pretendia fazê-la chorar. Era só sua mania imbecil de citar filmes e livros, mesclada com a pertinência da pergunta, a persistência do sentimento e a urgência da vontade. Não queria embaralhar mais ainda, mas ele tinha que tentar.&lt;br /&gt;Afinal, e se...? Né?&lt;br /&gt;-Eu não sei!– Falou ela com vozinha abafada pelo choro, pelas dúvidas e pelo peito dele.&lt;br /&gt;-Não chora, por favor! Eu não devia ter começado isso.&lt;br /&gt;-Não, não devia!&lt;br /&gt;-Esquece o que eu disse, ok?.&lt;br /&gt;Acreditem ou não, começou a chover.&lt;br /&gt;-Puta que pariu, tá chovendo.&lt;br /&gt;-Deixa chover. – Ela ergue a cabeça pra ele ainda fungando.- Não foi você quem disse que gostava de banho de chuva?&lt;br /&gt;-É, mas isso sempre foi pra mim um ícone de coisa boa. Se eu fizer isso agora, assim, isso vai virar lembrança de uma coisa ruim por muito tempo.&lt;br /&gt;-Não, não, não! Não é verdade! Estamos juntos e abraçados. Como isso pode ser uma lembrança ruim, seu cabeção!?&lt;br /&gt;Ao ouvir isso ele começou a querer chover sobre ela e teve que desviar os olhos. Não podia encarar as pupílas dela. Brilhavam! Mesmo que as visse de cima pra baixo. Ainda veio até a boca responder que apesar da beleza deles juntos na chuva, aquele momento viraria uma lembrança ruim porque seria a última. Sempre que chovesse ele ia lembrar que foi assim que ela foi. Ainda pensou em dizer um monte de outras coisas que ele já tinha decorado e repetido pra ele mesmo como um mantra, mas preferiu não. Pra quê? Respirou fundo, limpou os olhos com o punho da camisa, a encarou por alguns segundos como se bebesse sua imagem, como se decorasse aquele rosto e a beijou na boca. Beijo mais molhado do que a chuva. Foi um beijo muito "eles".&lt;br /&gt;A chuva se fez perfeita. Nem forte demais que empapasse tudo, nem fina demais que irritasse pinicando no rosto.&lt;br /&gt;Permaneceram abraçados no frio. No silêncio de cera. No encaixe de pescoços. &lt;br /&gt;Começava a esfriar por dentro, até que:&lt;br /&gt;-E se eu ficasse?&lt;br /&gt;(Silêncio murro no abdômen)&lt;br /&gt;-Como é que é? - Ele a virou de frente pra si.&lt;br /&gt;Os olhos dela responderam antes, sustentando e afirmando o que ele tinha ouvido.&lt;br /&gt;-Tá falando sério?&lt;br /&gt;-"Lar é onde o nosso coração está" - "O mágico de Oz". Também assisto filmes, rapaz.-Ela deu seu sorriso mais limpo.&lt;br /&gt;Ele ficou alguns segundos incrédulo até que o caroço na garganta se desfez, e ele riu feito um louco. Riso de alívio. Riso de vitória, de gol aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Seu rosto ficou logo vermelho. Euforia. Abraçou-a mais forte e olhou pra cima e sussurrou como se falasse com Deus:&lt;br /&gt;-"Gepeto, agora eu sou um menino de verdade!"&lt;br /&gt;Ela chorava enquanto ria e seus olhos castanhos, que a essa altura já tinham virado personagens dessa história, esverdiavam-se.&lt;br /&gt;Acreditem ou não, passou um furgão na rua tocando Los Hermanos, espirrando água da sarjeta em algumas outras pessoas que estavam na parada.&lt;br /&gt;-Saiba Pinóquio, não é tão bom assim ser de verdade, viu? A gente cai o tempo todo, se machuca e dói pra cacete. A gente fica órfão de alguma coisa a cada cinco minutos.&lt;br /&gt;-Mas se temos o que perder a cada cinco minutos é porque ganhamos algo a cada cinco minutos, caso contrário, estariamos sem nada a muito tempo, concorda? - Ela balança a cabeça que sim. - E com você eu sinto que só tenho a ganhar. Aliás,já comecei! Hoje ganhei o dia!&lt;br /&gt;-Nossa, como estamos românticos hoje!&lt;br /&gt;-Românticos sempre fomos meu bem, hoje estamos apenas tornando isso público!&lt;br /&gt;Acreditem ou não, o ônibus chegou nessa hora.&lt;br /&gt;Na fila pra entrar no ônibus, ela passava a catraca enquanto ele colocava um pé no degráu e a mão na porta pra dar o impulso de subir, quando veio a ideia. Olhou, pensou e não resistiu, deu uma batida na lataria do busão e gritou:&lt;br /&gt;“This is Spartaaaaaaaaaaa!!!!”&lt;br /&gt;Ela ria já sentada.&lt;br /&gt;Ele pensava que esse dia ficaria conhecido na história (dos dois) pra sempre como "O dia das malas desfeitas" e não via a hora de chegar em casa e desfazê-las assim, bruscamente, jogando coisas pra cima, virando tudo pra fora sem cerimônia, como criança faz rasgando o papel do presente de natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-5832651637543358111?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/12/vamos-menina-conte-me-sua-historia_446.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-8683266169469452639</guid><pubDate>Sun, 20 Dec 2009 13:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-20T07:44:37.208-08:00</atom:updated><title></title><description>Se fosse mais pro lado de cá&lt;br /&gt;Teria essa flecha de raio cortado cacá em dois cá's&lt;br /&gt;Não é possível que ao menos um 'cá' não ficasse do lado de cá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-8683266169469452639?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/12/se-fosse-mais-pro-lado-de-ca-teria-essa.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-922610209599675198</guid><pubDate>Wed, 16 Dec 2009 22:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-17T04:25:38.242-08:00</atom:updated><title></title><description>Um barquinho à luz de velas, todas içadas.&lt;br /&gt;Velas de sedas&lt;br /&gt;Cecílias como bolas de canhão. Balas nos canhões-cachimbos-pretos&lt;br /&gt;Belotas remos&lt;br /&gt;Eu vou, ela vai, nós iremos&lt;br /&gt;Só no ventinho, navegar no ar porque esse mar-morto me enjoa.&lt;br /&gt;Enjoo de canoa.&lt;br /&gt;Nesse mar-morno eu, Poseidon de beck aceso na mão, sou farol guiando navegantes&lt;br /&gt;que estão exaustos de pensar e pensar e pensar e pedir informações&lt;br /&gt;Isso faz suar por dentro e por fora, o cérebro vira um mingau salgado e você acaba não sobrevivendo tempo suficiente pra viver.&lt;br /&gt;O truque é chegar até o último capítulo, porque após o fim, há de ter alguém por mim.&lt;br /&gt;Se não tiver, não faz mal, todos sabem que o bom vem antes, muito antes do final.&lt;br /&gt;Meu parque 'de versões' não tem carrossel, nem muros, nem grilos, nem mas nem meio mas, mas aqui nossos pais são imortais, o amor enxerga muito bem meu bem, e eu te vejo aqui pertinho, bem pertinho do meu bem.&lt;br /&gt;Páginas lidas de trás pra frente tráz a gente pro presente, mas a embalagem tá estranha, tá diferente.&lt;br /&gt;Quando acontecer o nosso dia 1, no nosso marco zero  te darei um buquê de pimentas de todas as cores e de todos os cheiros&lt;br /&gt;Um cigarro de baunilha&lt;br /&gt;Uma vida do meu dia&lt;br /&gt;Um ponteiro do meu tempo&lt;br /&gt;Tinta de caneta pra lavar a minha alma&lt;br /&gt;Essa vai pro santo, batizando minha calçada de cachaça.&lt;br /&gt;Dedos são vírgulas em forma de tentáculos, de bambus, de raízes, de garras&lt;br /&gt;A noite foi e eu fiquei&lt;br /&gt;Quando for pra inverter vai ser de vez.&lt;br /&gt;Antes que a vida beije minhas pálpebras lambuzando-as com batom,&lt;br /&gt;entrarei e sairei do tom até gozar&lt;br /&gt;Branco dos olhos fumê, ativar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-922610209599675198?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/12/um-barquinho-luz-de-velas-todas-icadas.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-196478001854773734</guid><pubDate>Sat, 12 Dec 2009 17:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-13T03:11:33.082-08:00</atom:updated><title></title><description>Era uma escadaria enorme e nas sextas à noite os degraus ficavam coalhados de criaturas, todas amontoadas em semicírculos, semicircos, afinal, o homem inventou a roda apenas como pretexto pra fumar maconha, e viu que era bom. Cirandinha vamos lá! Depois que você passa a sair a noite, você vai ficando insensível aos choques visuais que acontecem.&lt;br /&gt;Seja pelo líquido, seja pelo gasoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-196478001854773734?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/12/era-uma-escadaria-enorme-e-nas-sextas.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-7881951658477840799</guid><pubDate>Mon, 07 Dec 2009 04:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-06T21:07:27.719-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLFPbnYvI/AAAAAAAAAY8/uT-kTbiFEWM/s1600-h/flamengo_1611_615x375_gp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLFPbnYvI/AAAAAAAAAY8/uT-kTbiFEWM/s400/flamengo_1611_615x375_gp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412353774350459634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLE_XRY5I/AAAAAAAAAY0/AADMZClp4mM/s1600-h/flamengo_1611_615x375_gp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLE_XRY5I/AAAAAAAAAY0/AADMZClp4mM/s400/flamengo_1611_615x375_gp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412353770037273490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLFPbnYvI/AAAAAAAAAY8/uT-kTbiFEWM/s1600-h/flamengo_1611_615x375_gp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLFPbnYvI/AAAAAAAAAY8/uT-kTbiFEWM/s400/flamengo_1611_615x375_gp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412353774350459634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLFPbnYvI/AAAAAAAAAY8/uT-kTbiFEWM/s1600-h/flamengo_1611_615x375_gp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLFPbnYvI/AAAAAAAAAY8/uT-kTbiFEWM/s400/flamengo_1611_615x375_gp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412353774350459634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLE_XRY5I/AAAAAAAAAY0/AADMZClp4mM/s1600-h/flamengo_1611_615x375_gp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLE_XRY5I/AAAAAAAAAY0/AADMZClp4mM/s400/flamengo_1611_615x375_gp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412353770037273490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLE_XRY5I/AAAAAAAAAY0/AADMZClp4mM/s1600-h/flamengo_1611_615x375_gp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLE_XRY5I/AAAAAAAAAY0/AADMZClp4mM/s400/flamengo_1611_615x375_gp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412353770037273490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-7881951658477840799?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/12/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SxyLFPbnYvI/AAAAAAAAAY8/uT-kTbiFEWM/s72-c/flamengo_1611_615x375_gp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-393900215782611640</guid><pubDate>Sat, 28 Nov 2009 09:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-28T01:42:56.735-08:00</atom:updated><title></title><description>Eu vivo no último andar de mim mesmo. Cobertura com vista para o ar.&lt;br /&gt;Pratos com cores&lt;br /&gt;Cores ‘com pletas’&lt;br /&gt;Gosto disso mais do que parece e olhe que ‘parecer’ já é por si só uma hipérbole.&lt;br /&gt;Pelo menos na língua de quem fofoca.&lt;br /&gt;A mente humana sempre dando megazords para os nossos medos.&lt;br /&gt;O coador não coa a dor. &lt;br /&gt;Pessoas perdidas precisam de luz, assim como as plantas.&lt;br /&gt;Minhas bordas não são de catupiry e a minha escrita é escrota, mas eu dediquei mais tempo pensando em você do que jamais dediquei a matemática, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-393900215782611640?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/minhas-bordas-nao-sao-de-catupiry.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-2902739106774856858</guid><pubDate>Fri, 27 Nov 2009 07:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-28T02:03:33.727-08:00</atom:updated><title></title><description>Alice tinha oito anos e no momento em que pôs o primeiro centímetro de sandália da “hello kittie’ pra dentro do supermercado, soltou mão de mãe, soltou os cabelos da tiara, soltou a franga, saiu correndo feito louca. A mãe ainda disse o clássico “Alice, não corre!”completamente em vão, a essa altura ela já estava há quatro seções dali. &lt;br /&gt;A pequena vinha embalada na corrida, desviando do mar de joelhos adultos que sombreavam seu caminho e raspavam sua testa. Parecia uma floresta de pernas. Vinha eufórica, vinha que vinha e só parou quando avistou o seu objetivo: ‘A boneca Mell Sulivan - Com cabelos de massinha que crescem de verdade’. Alice paquerava, no começo timidamente, mas de umas duas semanas pra cá, descaradamente com essa boneca. Ela era do tamanho de Alice, com olhos castanhos como os de Alice e com cabelos que agora estavam pretos e compridos, mas que com uma rápida tesourada(sem ponta) ficariam laranjas, curtinhos e cacheados como os de Alice. Era perfeita e teria que ser dela, embora soubesse que só no natal. E sabia também que ainda faltavam vinte e três dias para isso. Sabia, pois estava contando os dias com risquinhos na parede, igual os prisioneiros na cadeia. &lt;br /&gt;Lá estava ela no seu ritual semanal de babar em frente a caixa da boneca enquanto sua mãe fazia a feira, quando sentiu uma presença ao lado. Era um... Menino  de uns dez anos mais ou menos, parado ao lado dela olhando a (sua) Mell Sulivan.&lt;br /&gt;Não gostou. Pela primeira vez na vida sentiu ciúmes de algo que não era seu, como todos nós fazemos o tempo todo, só que com pessoas de verdade.&lt;br /&gt;O menino percebeu o olhar secante de Alice e perguntou enjoativo:&lt;br /&gt;_Quié?&lt;br /&gt;-Nada.&lt;br /&gt;-Hum.&lt;br /&gt;-Você gosta dela? – Perguntou Alice timidamente.&lt;br /&gt;-Gosto de olhar pra ela, ela é tão linda!&lt;br /&gt;Alice percebeu o brilho nos olhos do menino ao falar isso, meio que se viu ali. Foi uma sensação engraçada, mas um engraçado confuso.&lt;br /&gt;-Você não devia estar na parte dos soldados e carros com dentes e facas e outras coisas tontas que se batem e se matam?&lt;br /&gt;O menino olhou Alice por algum tempo. Até ela quase entrar em ebolição de vergonha, e respondeu/perguntou:&lt;br /&gt;-Por que?&lt;br /&gt;-Bom... porque é onde os meninos vão!&lt;br /&gt;-É. Tô sabendo. – Respondeu o garoto com uma mescla de enfado e desdém.&lt;br /&gt;Passados mais alguns segundo de silêncio, Alice faz a social de novo.&lt;br /&gt;-Eu vou ganhá-la. No natal!&lt;br /&gt;-Eu também!&lt;br /&gt;Agora foi a vez de Alice encará-lo por algum tempo até cuspir um:&lt;br /&gt;-Por que?&lt;br /&gt;-Por que não?&lt;br /&gt;Não soube o que dizer.&lt;br /&gt;A mãe localizara o alvo “filha” e chegou já pegando pelo braço.&lt;br /&gt;-Já pedi pra você não soltar minha mão e sair assim desembestada entrando nos lugares! E se você se perde? E se alguém te leva?&lt;br /&gt;Mesmo sendo conduzida pelo braço, nem estava escutando direito as reclamações e os sermões da mãe. Alice e o garoto ainda se olhavam, ela por cima do ombro, até  que percebeu uma coisa tão sutil e tão gritante que a fez fazer uma cara engraçada de espanto e sussurrar admirada movendo os lábios em slow motion:&lt;br /&gt;-Você esta usando brilho na boca!&lt;br /&gt;O menino faz a leitura labial, gargalha, depois sorri fazendo aquela cara de "dããã" e balança a cabeça que sim.&lt;br /&gt;Alice sorri de volta enquanto adentra na seção de laticínios rebocada pela mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-2902739106774856858?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/alice-tinha-sete-anos-e-no-momento-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-6815713561956941596</guid><pubDate>Tue, 24 Nov 2009 15:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-24T16:51:11.645-08:00</atom:updated><title></title><description>Melhor que as flores é o sol&lt;br /&gt;Que gira e roda e brilha que só.&lt;br /&gt;E também pode ser flor se ele quiser, que não deixa de ser macho.&lt;br /&gt;Um monte de gente do mundo do "antes de ontem" falou um monte.&lt;br /&gt;Um monte de ontem do mundo do antes de "a gente" falou na mente, não minto.&lt;br /&gt;E se não falo nada direito é porque minha língua é canhota e inevitavelmente procura a esquerda. O coração.&lt;br /&gt;Os tontos tentam tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Juan Barreto&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-6815713561956941596?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/melhor-que-as-flores-e-o-sol-que-tambem.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-9112264597886036618</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 07:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T00:06:21.509-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SwZN9-nzhDI/AAAAAAAAAYs/2NJa_6yVYB8/s1600/q.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SwZN9-nzhDI/AAAAAAAAAYs/2NJa_6yVYB8/s400/q.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406094129882170418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-9112264597886036618?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWAYst5qNRQ/SwZN9-nzhDI/AAAAAAAAAYs/2NJa_6yVYB8/s72-c/q.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-6811388537392891730</guid><pubDate>Mon, 16 Nov 2009 15:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-16T07:02:38.543-08:00</atom:updated><title></title><description>Aquele miojo solitário, jogado no canto do fundo do armário existe pra manter a gente humilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j.b&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-6811388537392891730?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/aquele-miojo-solitario-jogado-no-canto.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-2071624306262454761</guid><pubDate>Fri, 13 Nov 2009 20:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-13T12:16:18.613-08:00</atom:updated><title></title><description>Não quero mais saber dessas paixões de soja, que não são mesmo de carne, apenas tentam imitar o gosto e a textura dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-2071624306262454761?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/nao-quero-mais-saber-dessas-paixoes-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-273065576230197227</guid><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 19:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-11T12:54:45.072-08:00</atom:updated><title></title><description>Nada mais minha cara do que comemorar a 100ª postagem desse ano com uma reclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possibilidades para o significado  dos 3G's da internet da vivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Gente, que coisa lenta! Oito minutos pra carregar o paint!&lt;br /&gt;2-Ganharam meu dinheiro no mole,tsc!&lt;br /&gt;3-GOT YA!!! HAHAHAHAHAHA...(Tele atendente, quando você liga pra reclamar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Grandesíssima bosta, essa net da vivo!&lt;br /&gt;2-'Guento' mais não! Caiu de novo! E não faz nem três minutos desde a última vez!&lt;br /&gt;3-GERENTE! EU QUERO FALAR COM O GERENTE, PORRA! (Tentando falar com alguém da manuteção, mas até agora só gravações e musiquinhas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS- Essa postagem não durou mais que dez minutos pra ser concebida, mas demorou um pouco mais pra ir ao ar, já que a net bosta (da vivo) caiu algumas centenas de vezes durante o processo.&lt;br /&gt;'Acredite ao menos um pouco nos que estão voltando'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-273065576230197227?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/nada-mais-minha-cara-do-que-comemorar.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-1542832149805231670</guid><pubDate>Thu, 05 Nov 2009 04:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-05T11:01:53.306-08:00</atom:updated><title></title><description>-É com um sorriso nos olhos que eu te digo: Eu sem você passo. Você sem mim não passa... De um troço. E só não te meto um tiro aqui, ou melhor, ai, bem no meio dessa tua testa de zinco, não por ti, não por ter dó, porque quem tem dó é violão. Mas por mim. Porque acredito piamente na lei do três vezes, mais até do que em Deus, e não quero que numa bela noite, saindo de um bar feliz por ser sexta feira, um marginalzinho imundo e sequelado querendo meu celular pra trocar por uma pedra de crack, me dê três tiros. Porque a lei dos três vezes faz isso rapaz! É, também sei ser egoísta. E cale a boca que ninguém aqui está falando com você! Estou falando só. Aliás, hábito esse, que adquiri numa das centenas e milhares de noites que você saia pra comer bucetas cruas por ai e eu ficava em casa olhando ora pra televisão, ora pras paredes. Passei a conversar comigo mesma. Sim, eu sabia que você saia pra comer bucetas. Como? Porque eu também tenho uma, idiota! Eu sei sentir o cheiro de homem fedendo a buceta. Ainda mais quando não é a minha! Quer saber? você é uma barata muito feinha e asquerosa. Mudei de idéia. Vou atirar no seu saco e espalhar o seus mini-bostinhas todos pelo chão e depois esfregar sua cara que nem a gente faz com cachorro que mija no tapete da sala. "Aqui não Rex. Aqui não!" (Batendo no peito) TÁ OUVINDO REX? AQUI NÃO! (Atira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-1542832149805231670?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/e-com-um-sorriso-nos-olhos-que-eu-te.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-4092500356855232868</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2009 17:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-03T09:20:08.108-08:00</atom:updated><title></title><description>trocou o coração por um terceiro pulmão e passou a viver bem mais e melhor. A fumar bem mais e sem culpa. Negócio da china.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ju..Ba..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-4092500356855232868?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/trocou-o-coracao-por-um-terceiro-pulmao.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-2181030794203728803</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2009 02:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-02T18:19:49.695-08:00</atom:updated><title></title><description>Tudo é passageiro. Até essa frase clichê. Um dia, de caso pensado ou não, simplesmente vão deixar de dizê-la e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-2181030794203728803?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/tudo-e-passageiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-5085630466052603049</guid><pubDate>Sun, 01 Nov 2009 22:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-01T15:03:26.302-08:00</atom:updated><title>tsc</title><description>Domingo de manhã, deitado no tapete caramelo da sala. Se apalpou procurando fósforos e sentiu no bolso direito do calção, algo com textura de papel amassado. &lt;br /&gt;"Dinheiro! Achei dinheiro no bolso de um short velho, que legal!" - Quando ele puxou, era um papel fino e retorcido, quase branco de tantas lavagens.&lt;br /&gt;Desembrulhou com cuidado e reconheceu de pronto um símbolo. Era um recibo de devolução de uma locadora de dvds que costumava frequentar. As letras impressas estavam firmes ainda, mas a parte preenchida de caneta estava bastante desbotada. Ficara no papel apenas fantasmas de vogais e consoantes. Impressões. Ele apertou a vista até formar dois risquinhos no lugar dos olhos e constatou aquilo que seu coração já havia se precipitado em dizer com um coice no momento em que reconheceu o símbolo da locadora. Sim, lá estava a letra desbotada da menina morta. Seu nome, a data, o valor do aluguel essas coisas, numa caligrafia quase translúcida. E o nome do filme que ele havia alugado nessa ocasião?: 'My blueberry nights'. &lt;br /&gt;A vida deve está enchendo um balão gigante com todo o ar quente que anda roubando dos pulmões das pessoas em momentos como esse.&lt;br /&gt;Coincidências são como aquele amigo do amigo do seu amigo que aparece sem ser convidado no seu aniversário e termina derrubando o bolo no chão, tropeçando na caixa de som e vomitando no vestido da sua avó, ou seja, só servem pra estragar seu dia.&lt;br /&gt;Não... Apenas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-5085630466052603049?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/11/desde-de-manha-quando-deitado-no-tapete.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-7877742463870363388</guid><pubDate>Fri, 30 Oct 2009 02:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T19:20:21.062-07:00</atom:updated><title></title><description>-Mãe, aquelas cores não sabem brincar!&lt;br /&gt;-Que cores, meu bem?&lt;br /&gt;-Aquelas da caixinha! As luzinhas! Ó, a verde vem, passa um tempão ai a amarela mal entra e a vermelha já entra e toma a frente dela!&lt;br /&gt;-Hahahaha, ei, ficou vermelho querida, venha, vamos atravessar a rua, me dê a mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-7877742463870363388?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/10/mae-aquelas-cores-nao-sabem-brincar-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-6435691723546131372</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 11:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-05T11:02:42.896-08:00</atom:updated><title></title><description>Adorava acordar e ficar deitado ouvindo do quarto os adultos conversando na cozinha. Não por bisbilhotagem, era mais porque dava um certo conforto saber que não estava só. Criança tem pavor de acordar só. &lt;br /&gt;A casa logo cedo ficava perfumada com o cheiro de pré - almoço.&lt;br /&gt;Bom era quando levantava meio sonolento, ia na cozinha ainda esfregando os olhos e era recebido (anuncidado as vezes) pela mãe que dizia: "Olha ele ai! Quer seu leite agora?". Majestade, rapaz! Meus dias de Paris Hilton.&lt;br /&gt;Minha mãe nunca me ensinou a fazer café, mas me ensinou desde cedo a tirar a mesa, afinal, Tem que se começar de baixo!&lt;br /&gt;Meus amiguinhos de prédio eram todos mais novos do que eu e quando eles caiam ou se machucavam a culpa era sempre minha e eu tinha que ouvir desaforo das outras, depois desaforo da minha porque tinha ouvido desaforo das outras.&lt;br /&gt;Então deixe me ver se entendi: Se apanhar na rua apanha em casa pra aprender que brigar é errado (a menos que voce ganhe a briga)(que é errado)&lt;br /&gt;Passei a brincar só. Por preferência e por simplicidade.&lt;br /&gt;Eu lembro das minhas avós.&lt;br /&gt;Outro dia achei uma cassete de um tempo que eu nem fazia volume e que tinha gravado as nossas vozes. &lt;br /&gt;Uma mini caixinha preta, como a dos aviões, guardando nossas vozes do tempo.&lt;br /&gt;Minhas 'avózes' eu guardei em outro tipo de caixa, a craniana e também pra protegê-las do tempo.&lt;br /&gt;Saudades..&lt;br /&gt;Não seria uma completa estupidez interpretar o "talvez" como um possível sim, afinal, não é o que é!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-6435691723546131372?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/10/adorava-acordar-e-ficar-deitado-ouvindo.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-2364440296383921246</guid><pubDate>Mon, 26 Oct 2009 16:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T08:10:13.129-08:00</atom:updated><title></title><description>O tempo tem disso de fazer que nem oculista.&lt;br /&gt;A medida que ele passa, vai nos mostrando várias lentes diferentes, uma após a outra e perguntando "Essa é melhor? E essa? Ou essa? Essa?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-2364440296383921246?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/10/o-tempo-tem-disso-de-fazer-que-nem.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-3875208414179564285</guid><pubDate>Mon, 26 Oct 2009 04:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-26T08:19:54.768-07:00</atom:updated><title></title><description>Ser como uma música tecno às seis da manhã, te catapultando pro mundo dos acordados bem cedo e te fazendo trocar o quente pelo frio, o escuro pelo claro, o silêncio pelo barulho, o lúdico pelo lúcido. Essas escolhas não fazem sentido, Por isso te pagam para fazê-las. &lt;br /&gt;Enquanto amarra o cadarço do tênis, enquanto a luzinha verde da sanduicheira elétrica não acende, enquanto entra e sai cento e cinquenta vezes no banheiro buscando e deixando coisas, enquanto a tevê passa um jornal quentinho pra gente engolir sem cuspe.&lt;br /&gt;A casa pulsando. Tum-tuom-tum-pam-pam-pam-tum... &lt;br /&gt;Me sinto a Lola descendo as escadas à toda, correndo por berlim com aquela música! Ah, aquela música...&lt;br /&gt;Fora, ai vou eu!&lt;br /&gt;Acreditar que essa segunda-feira é uma fase de video-game. Uma grande rave que a gente passa doçado e adoçado com o que tem a mão, com o que tem em mente.&lt;br /&gt;Agitados, prontos para beber ou sermos bebidos.&lt;br /&gt;Meu coração que não tá cariado nem nada só pensa em reformas e formas.&lt;br /&gt;Ser em alguém a sensação de um bom banho num dia quente.&lt;br /&gt;Amigos de verdade são peões defendendo o rei.&lt;br /&gt;A rainha é a sorte. Embora ela possa andar em todas as casas e em todas as direções, uma distraçãozinha de nada e zás! Comeram-na!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-3875208414179564285?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/10/ser-como-uma-musica-tecno-as-seis-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-4788087694567471241</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 17:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-21T20:52:45.773-07:00</atom:updated><title></title><description>Ele subiu as escadas abotoando o punho da camisa e tentando se lembrar onde poderia estar sua gravata verde-escuro. Ao passar pela porta entreaberta do quarto da neta, a viu de relance, sentada na ponta da cama de cabeça baixa, mãos cruzadas sobre o colo. Entrou de mansinho no quarto para não assustá-la. Escutou uns fungados de choro.&lt;br /&gt;-Nina?&lt;br /&gt;Ela se assustou de qualquer forma. Passou rapidamente as mãos pelo rosto para secá-lo. &lt;br /&gt;-O que aconteceu meu bem? Por que você está tão desolada aqui sozinha? Você está chorando?&lt;br /&gt;-Eu não estou chorando vô. - E fez aquele barulho com o nariz que sempre denuncia que a gente estava chorando.&lt;br /&gt;O avô sentou-se ao seu lado. Ficou ali, de mãos postas sobre o colo olhando pra parede da frente igual a ela.&lt;br /&gt;Passado um silêncio, ela sussurra.&lt;br /&gt;-Vô, estão esperando o senhor lá embaixo.&lt;br /&gt;-Mas estão precisando de mim aqui em cima. - Deu uma piscadinha e sorriu.&lt;br /&gt;Ela não reagiu de nenhuma forma.&lt;br /&gt;-Sabe, quando você era pequena eu te dizia que você era meu raiozinho de sol e que se chorasse muito, poderia se apagar sem nem perceber, porque água apaga o fogo. Você ficava com uns zoião arregalados pra mim, mas parava rapidinho. - Nina continuava fungando, agora sob controle, ainda olhando pra parede da frente, mas seus lábios flexionaram num sorriu muito de leve.&lt;br /&gt;-As vezes sinto falta de quando você acreditava nas bobagens que eu contava.&lt;br /&gt;-As vezes também sinto falta de quando você me contava coisas, vô. - E lhe deu uma olhada bastante significativa, dessas de secar pneu de avião.&lt;br /&gt;Dessa vez, foi ele que não disse nada.&lt;br /&gt;O silêncio tomou conta do quarto como o gelo faz com as paredes de um congelador que não é descongelado há cinco meses.&lt;br /&gt;-Quando você ia me contar vô?&lt;br /&gt;-Bom... Quando eu estivesse próximo de não acreditar mais em nada. Porque eu ainda acredito! - Ambos olhavam para o vidro fosco da tela da tv desligada. O choro agora lambia as bochechas de Nina de cima pra baixo. As lágrimas iam pingando e formando manchinhas escuras no tapete cor-de-creme.&lt;br /&gt;O avô começou a falar bem devagar. Parecia mais estar pensando em voz alta, só que de propósito. Não conseguia ainda olhar pra ela.&lt;br /&gt;-Acredito que a gente vai crescendo e vai selecionando as coisas em que acreditar, mas deixar de acreditar completamente, assim, zero total, acho que só quando a gente morre. Até um velho de oitenta anos como eu, quando tem um “negócio”, no fundo no fundo ele murmura um pouco pra si mesmo, um pouco pra Deus: "Agora não! Ainda não".&lt;br /&gt;-Descalça!&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;-Quando a mamãe e o papai... se foram, foi como se levassem um dos meus sapatos e eu fiquei mancando por um tempão. Quando você se for e levar o outro eu ficarei descalça!&lt;br /&gt;Ele sentiu um rasgão no peito. Uma furada de arpão. Uma picada de maribondo nos olhos. Seu corpo por dentro era um colar de pérolas que acabara de ser quebrado e as bolinhas estavam todas doidas, quicando e se espalhando a esmo. Respirou fundo, engoliu o novelo de lã que estava na sua boca e disse:&lt;br /&gt;-E sua vó eim? Sua irmã? Não servem como meias?&lt;br /&gt;-Vô...&lt;br /&gt;-Nina, pés descalços, mas que sabem os passos da dança, meu amor. É isso que importa!&lt;br /&gt;-Não é!&lt;br /&gt;Ela estava ficando vermelha. Ele branco. Começava a querer escorrer também, mas o que fazer? “Ok querida, prometo que não vou morrer!”? Quando você passa dos oitenta, meio que começa a se formar uma expectativa de todos ao seu redor de que você deveria chegar aos cem.&lt;br /&gt;Não é um “deveria” de “Ah, seria bom se..”, é um “deveria” de “Tem que..”.&lt;br /&gt;E paralelo a isso há o bolão dos mais próximos pra saber quando você vai cair duro, ou simplesmente não amanhecer junto com o resto da manada, porque, claro, isso pode acontecer com qualquer um a qualquer hora, mas depois dos oitenta, isso vira quase uma frase de camiseta que você não consegue tirar:"velho e doente". Mas como explicar isso a uma menina de quinze anos que já perdeu o pai e a mãe e já é perfeitamente vacinada contra o “vai passar”?&lt;br /&gt;E ele percebeu em forma de epifania de que o "vai passar" não é pro sentimento, é pro tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barreto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-4788087694567471241?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/10/ele-subiu-as-escadas-abotoando-o-punho.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-6105029797538588177</guid><pubDate>Wed, 14 Oct 2009 05:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-15T11:51:20.484-07:00</atom:updated><title></title><description>Seja em minhas pinturas em calda ou em meus textos em conserva, minhas músicas geradas ou adotadas ou em minhas fotos paradas, paridas diretamente da boceta do meu cérebro, eu digo: No meu mundo a tristeza não poderá nunca com a ponta de uma borracha, porque tudo está escrito ou desenhado de grafite e a sorte não enlinha nem solta fiapo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan Barr..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-6105029797538588177?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/10/seja-em-meus-textos-em-calda-ou-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-2855512895807532336</guid><pubDate>Sat, 10 Oct 2009 13:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-10T06:25:44.589-07:00</atom:updated><title></title><description>Sua lembrança, como todo dia um pouquinho com geléia de morango.&lt;br /&gt;Sem sua pessoa meu coração fica assim, meio nissin. Uma massa branca e um pouco de caldo escorrendo.&lt;br /&gt;Um gosto branco de nada, mas um 'branco-nada' diferente do 'branco-nada' do arroz.&lt;br /&gt;Diferente do branco nada de nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Juan Barreto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-2855512895807532336?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/10/sua-lembranca-como-todo-dia-um.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-293991800012030140.post-4948844031721784429</guid><pubDate>Wed, 07 Oct 2009 20:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-07T13:18:14.703-07:00</atom:updated><title></title><description>Só os vendedores e os apaixonados sabem como é ruim chegar ao fim do dia e ter que guardar aquilo que estava ali pra ser consumido por alguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan B.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/293991800012030140-4948844031721784429?l=cafevermelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafevermelho.blogspot.com/2009/10/so-os-vendedores-e-os-apaixonados-sabem.html</link><author>noreply@blogger.com (Juan Barreto)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>